Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2021

Costa Dourada de Alagoas

Poucos municípios litorâneos do país reúnem praias nativas e urbanas de tanta beleza natural como Maragogi, no litoral norte de Alagoas.

Ao longo de 22 Km, nove praias desnudam seus atrativos próprios diante de um número sempre crescente de turistas.

Praia de Antunes para tomar um banho de mar sossegado. Ali, o mar calmo, de águas intensamente verdes e mornas, e um trecho praticamente deserto, fazem de Maragogi uma espécie de paraíso tropical, onde o mar, vastos coqueirais, cachoeiras, rios e uma reserva de Mata Atlântica convivem harmoniosamente com a rica história local, uma gastronomia dominada por frutos do mar e um povo simples e hospitaleiro.

Chamada carinhosamente de Capital da Costa Dourada, a cidade de Maragogi está estrategicamente localizada num dos trechos mais charmosos do litoral nordestino. Fica eqüidistante de Maceió (150 Km) e do Recife (130 Km) e tem no seu calendário pelo menos cinco grandes festas populares, que costumam multiplicar sua população nativa de 22 mil habitantes nesses períodos.

A festa de Nossa Senhora da Guia, padroeira do distrito de Barra Grande, por exemplo, acontece na terceira semana de janeiro mantendo uma tradição de mais de dois séculos e reunindo milhares de turistas durante três dias.

O Dia Nacional da Poesia, comemorado a 14 de março, atrai as atenções de poetas de todo o país. Dia 12 de junho, o município festeja o Dia de Santo Antonio, com direito a parques de diversão, trios elétricos, missas e procissão.

Durante o São João, o município se transforma num verdadeiro arraial matuto gigante, com milhares de fogueiras, muito forró, queima de fogos e comida de milho.

Dezenas de quadrilhas juninas locais e dos municípios vizinhos alegram a cidade com suas evoluções em homenagem aos santos do mês – Santo Antonio, São João e São Pedro.

A Festa da Mariscada, realizada no povoado de São Bento sempre na Segunda quinzena de novembro, conta com concursos gastronômicos, apresentação de grupos folclóricos, trios elétricos e a eleição da Rainha do Marisco. O ponto alto da programação é uma manhã-de-sol na praia, espécie de carnaval fora de época bem nordestino.

Bem montada rede hoteleira

Não é por acaso que Maragogi é chamada de Capital da Costa Dourada.

Uma bem montada rede hoteleira, composta por seis bons hotéis e cerca de vinte pousadas, dá o suporte necessário ao desenvolvimento turístico local.

De olho no crescimento da demanda de turistas, o empresariado hoteleiro vem investindo na prática de esportes náuticos e esportes radicais, com escaladas de montes, passeios de barco até as piscinas naturais das Galés e visitas às ruínas do Mosteiro de São Bento e do casarão da Fazenda Marrecas, que serviu de cenário para tomadas da novela A Indomada.

O Mosteiro de São Bento, no povoado de São Bento, é um monumento do início do Século 18, enquanto o Casarão da Fazenda Marrecas data de 1790.

As igrejas de Nossa Senhora da Guia, em Barra Grande, e de São José, remontam ao Século 18 e se constituem em marcos históricos da religiosidade portuguesa no Nordeste.

Na Fazenda Marrecas, a Cachoeira do Marinheiro é um dos atrativos naturais, em plena reserva de 200 hectares de Mata Atlântica. Assim, se constitui numa espécie de paraíso ecológico.

De olho no turismo

Consciente de que a indústria do turismo é uma das saídas para crises econômicas, o prefeito de Maragogi Sérgio Lima cumpre seu segundo mandato consecutivo priorizando as ações de setor.

Tanto que entre os pequenos municípios alagoanos, este é um dos poucos que conta com uma Secretaria de Turismo. Assim, não é de se admirar que as praias e as ruas da cidade estejam sempre limpas e sinalizadas. E povoadas de turistas durante todo o Verão.

“O turista é sempre muito bem-vindo à nossa cidade. Aqui tratamos a todos com a hospitalidade típica de nossa gente”, argumenta o secretário de Turismo Plínio Guimarães. Na sua avaliação, a cidade é tranqüila e o índice de ocorrências policiais fica perto de zero. “A gente ainda consegue dormir por aqui com as portas abertas e andar nas ruas até alta madrugada sem medo”, resume.

À beira-mar, uma série de restaurantes oferecem pratos típicos do lugar, à base de frutos do mar, destacando-se a mariscada. Mas os bolinhos de goma e as

Passeando pelas praias

Saindo de Maceió em direção ao litoral norte alagoano, o turista pode fazer um excelente roteiro pelos 22 Km de praias de Maragogi.

Começando pela de São Bento, que se descortina em toda plenitude de suas belezas naturais, logo depois da ponte sobre o Rio Salgado, que separa Japaratinga de Maragogi.

Uma bucólica aldeia de pescadores é a principal marca do lugar.

Em seguida, surgem as praias de Camacho, na foz do Rio Maragogi, e da Vila de Maragogi (esta urbana, com a orla repleta de bares, restaurantes e lojinhas).

A praia de Bugalhau começa no Rio dos Paus, onde existe um vasto manguezal.

Depois vem a praia de Barra Grande, no povoado do mesmo nome, ideal para banhos de mar e pesca.

As praias nativas de Antunes, Dourado e Ponta do Mangue são as mais procuradas para o descanso, graças à tranqüilidade ali reinante. Por fim, a praia urbana de Peroba, faz divisa com Pernambuco.

Um pouco de história

No início do Século 18, Maragogi não passava de um povoado chamado Gamela, que foi erguido à condição de vila, em 1887, quando passou a chamar-se Isabel, em homenagem à princesa que libertou os negros da escravidão.

Mais tarde, em 1892, o lugar ganhou o nome de Maragogi, palavra de origem indígena (marahubgy), que significa rio das maraúbas.

O vilarejo serviu de palco para os combates entre tropas luso-brasileiras e holandesas, quanto Porto Calvo (município vizinho) era ponto de escoamento da produção açucareira da região. Em duas ocasiões, moradores de Maragogi frustraram tentativas de desembarque de soldados holandeses.

Na Guerra dos Cabanos, que teve como meta trazer Dom Pedro I de volta ao trono do Brasil, o vilarejo alagoano teve marcante passagem.

Hoje, a cidade de 332 quilômetros quadrados conta com uma população de 22 mil habitantes e um litoral de 22 Km de extensão.

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Redacao

Fonte:Revista Fácil