Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2020

Vai um choquinho aí?

Vai um choquinho aí?

Uma alta tecnologia desenvolvida na Rússia, na década de 80, quando os astronautas russos começaram a apresentar problemas na musculatura devido à longa estadia dentro da estação espacial, ficando até 8 meses no espaço. Quando eles retornavam, a musculatura apresentava sérios comprometimento a ponto de mal conseguirem manter-se de pé.

Hoje evoluiu para uso na recuperação muscular do Abdome, glúteo, membros inferiores, superiores, etc.; no fortalecimento muscular pós-parto, emagrecimento ou lipoaspiração, melhorando ainda a força e a elasticidade dos músculos além de estimular o fluxo sangüíneo e linfático. Isto, sem falar na flacidez geral, principalmente abdominal, com conseqüência direta da Vida Sedentária.

O ideal, é aliar a técnica com exercícios físicos como natação, aeróbia ou até musculação. Os resultados, quando há essa associação, chegam a ser até 50% mais eficientes do que se houvesse só a ginástica.

A corrente russa também é indicada para tratar pessoas com problemas de coluna, como escoliose ou para a recuperação de atletas com lesões. Neste caso, para a manutenção do músculo é preciso, pelo menos, 1 sessão semanal. Nos casos onde há cifose, escoliose ou lordose, há um trabalho nos músculos de apoio para a coluna. Geralmente, pelo mal posicionamento da espinha, um lado está tenso e o outro alongado. Então é ideal fazer a aplicação para ajudar no equilíbrio. O tempo dessas aplicações, para recuperar o músculo lesado por algum trauma deve ser de 2 a 3 meses, dependendo da gravidade. As clínicas de fisioterapia, cobram, em média, R$ 20 por aplicação. Mas, a tabela muda bastante quando o aparelho é usado com uma função estética. O preço chega ao dobro. Por usar a alta freqüência, ela é contra-indicada em alguns casos. As pessoas que usam marca - passos, pacientes com distúrbios psiquiátricos ou aqueles que tenham sensibilidade à corrente elétrica não podem fazer as sessões de estimulação russa.

Na primeira modulação, seleciona-se o tipo de fibra a ser trabalhada, assim como a carga aplicada à musculatura. Na segunda, o tempo de sustentação da contração e o intervalo de tempo entre contrações consecutivas. Somente esse tipo de modulação é capaz de atingir todos os tipos de fibras que compõem um músculo e que se classificam em:

FIBRAS VERMELHAS: Ativadas primeiramente em um movimento, são responsáveis pela atividade postural, movimentos lentos e moderados. Têm grande capacidade de concentração, são resistentes e dinâmicas. Sua freqüência tetânica fica entre 20 HZ e 30 HZ.

FIBRAS INTERMEDIÁRIAS: Não tão resistentes quanto as vermelhas, nem tão rápidas como as brancas, são trabalhadas em exercícios de baixo impacto.

FIBRAS BRANCAS: Recrutadas numa atividade de explosão, alta velocidade ou movimento de destreza. Para ativa-las é necessário uma freqüência entre 50 HZ e 100 HZ. São responsáveis pelo aparecimento da flacidez, principalmente a partir dos 40 anos, quando diminuem, significativamente, até a ausência do neurotransmissor que excita a contração destas fibras. Por ser uma fibra superficial, é responsável pelo contorno corporal, e a dificuldade em recruta-la nos movimentos rotineiros faz da Corrente Russa um recurso exclusivo de excelente resultado no combate à flacidez associado à modelagem corporal.

Outra característica da Corrente Russa é sua capacidade de realizar, de forma verdadeira, uma contração isométrica, isotônica e isocinética trabalhando o músculo em sua capacidade máxima num tempo de terapia reduzido em relação a outros recursos. Sua utilização é fácil, podendo ser trabalhados vários grupos musculares, respeitando os agonistas e antagonistas em contrações alternadas.

Um fator que também chama a atenção é a quantidade de energia necessária a um bom resultado, respeitando os parâmetros fisiológicos musculares. Essa característica se define na relação de fase onde o profissional vai determinar a carga (20% 35% e 50%) de acordo com as condições apresentadas pelo paciente e sua evolução no decorrer das sessões. O tempo de exposição e o tempo de relaxamento é outro ponto importante a ser avaliado, já que se alteram de acordo com a progressão das sessões.

Inicia-se o tratamento com 20 sessões, com duração de 10 à 20 minutos, realizadas duas ou três vezes na semana, podendo ser trabalhados vários grupos musculares ao mesmo tempo ou alternadamente.

Todas essas características fazem  com  que  a Corrente Russa   seja capaz de remodelar o corpo combatendo a flacidez, de várias origens, de forma rápida e eficaz.

Crédito:Adriana Foligno

Autor:Adriana Foligno

Fonte:Universo da Mulher