Rio de Janeiro, 06 de Dezembro de 2021

O ano do boom dos influenciadores digitais no país

Pablo Marçal, Rodrigo Cohen e Carol Cantelli são alguns dos nomes de influenciadores que apresentaram um alto crescimento no faturamento, engajamento e de novos seguidores durante a pandemia

O fim de um ano extremamente novo e imprevisível está chegando e com ele a balança dos prós e contras aparece para elencar as coisas boas dentre as ruins.

Para os influenciadores digitais, por exemplo, a pandemia foi um momento de crescimento inesperado de engajamento, seguidores e faturamento. Isso porque com o vírus desconhecido circulando pelas ruas e espaços das cidades tudo precisou ser feito à distância e as plataformas e mídias digitais foram os grandes aliados tanto para aqueles que precisavam manter sua fonte de renda, quanto para os que precisam de motivação, ensinamentos, apoio e entretenimento ao longo do tempo isolado.

O segredo do sucesso que fez a balança pender para o lado positivo foi a adaptação rápida de empresários e criadores de conteúdos que sabiam o que faziam e não tiveram medo de enfrentar o novo e remanejar os planos.

“O grande divisor de águas foi perceber que quem tinha negócios tradicionais começou a afundar, e quem migrou para o digital ainda deu tempo de respirar, mas quem já dominava no digital, começou a reinar”, explica Pablo Marçal, um dos maiores líderes em branding da atualidade e criador do Método IP, que promove uma virada de chave na mente de seus mentorados destravando bloqueios e fazendo com que aceitem seu propósito de vida.

Seu trabalho online fez com que os 200 mil seguidores que tinha no início do ano se transformassem em quase 2.5 milhões, divididos apenas entre o seu Instagram (@pablomarcal1) e sua página no Youtube (@pablomarçal).

Já o faturamento de Pablo se apresentou como o maior de sua história, podendo ser dimensionado pelo número de vendas do seu novo método MID (Mentoria Independência Digital) que foi apresentado em novembro para os internautas em uma live que contabilizou o faturamento de R$10 milhões em apenas 20 minutos.

“Nós injetamos energia naquilo que faz sentido, que é atrair a atenção das pessoas, já que na era digital a atenção das pessoas é a moeda de troca. Todos estão com os celulares nas mãos, e praticamente todas as pessoas também estão conectadas na internet”, explica.

Já para Rodrigo Cohen, trader, analista técnico em investimentos e criador do método O Grande Plano que já transformou mais de 20 mil pessoas comuns em investidores, o ano marcou um crescimento de 33% em seu faturamento, que apresentou 5 milhões a mais ao valor de 15 milhões que foi conquistado no ano passado. 

Em seu Instagram (@rodrigocohenoficial), Youtube (@rodrigocohen) e Facebook (@rodrigocohenoficial), Rodrigo somava aproximadamente 450 mil seguidores que, após a chegada da pandemia, se transformaram em mais de 1 milhão de internautas que buscam seus cursos, conselhos e aprendizados a respeito de investimentos, economia e bolsa de valores.

Apesar do acréscimo em números ter sido satisfatório, o aprendizado diante do cenário de incertezas foi ainda maior. “O ano de 2020 foi de um crescimento muito grande não só dos números, redes sociais, seguidores, engajamento e alunos.

Eu acho que a maturidade que ganhamos por todas as coisas que aconteceram e a necessidade das pessoas em se reinventarem, mudou a vida de muita gente. Hoje, as pessoas perceberam que o ‘novo normal’ era possível”, aponta Rodrigo.

Carol Cantelli é outro nome que está entre os influenciadores em ascensão.

Formada em arquitetura e design de interiores, a atual mentora de branding e posicionamento mantém nas redes o objetivo de ajudar as pessoas a potencializar a sua voz e alcance no digital. Antes da pandemia, seu conteúdo atingia somente um público determinado pela sua profissão até que as mudanças causadas pelo isolamento fez com que seu conteúdo chegasse a um número de pessoas muito maior e que atuam em diferentes áreas.

“Eu fazia muitos eventos presenciais, palestras, visitava feiras e lojas, o que basicamente era a alma das minhas principais fontes de renda. Com a pandemia, consegui perceber que o meu posicionamento no digital era muito mais escalável se eu desenvolvesse produtos e treinamentos online e foi o que trouxe um faturamento muito maior e mais de mil e duzentos alunos em minha mentoria digital”, conta.

Os 551 mil seguidores que a seguiam em sua página no Instagram (@carolcantelli) se tornaram os atuais 732 mil internautas que acompanham a vida de Carol e comprovam um crescimento de 181 mil novos seguidores adquiridos organicamente do início do ano para cá.

“Sempre digo que ou você é ponto com ou você é ponto fora e acho que isso nunca se tornou tão forte e real. Para as pessoas que estavam preparadas e posicionadas digitalmente, por exemplo, foi algo muito bom o que aconteceu neste ano, trazendo mais visibilidade e alcance com um custo muito menor por precisar apenas de um celular na mão com internet para atingir milhares de pessoas”, explica Carol.

O lado ruim também não é deixado de fora pelos profissionais que sabem em que linhas trafegam e alertam as gerações futuras de internautas e influenciadores. “A internet, assim como tudo, tem seus benefícios, mas os malefícios a longo prazo são assombrosos e assustadores. Imagino que as novas gerações terão problemas de relacionamento e emocionais nunca registrados antes. Por outro lado, será encontrado o cenário financeiro mais próspero da Terra e de maior informação e acesso a tudo e a todos”, aponta Pablo Marçal.

Já Rodrigo Cohen, dirige seu foco aos futuros produtores de conteúdos incentivando os mesmos a irem atrás de estudos e a se especializarem naquilo que querem falar e no público que buscam atingir, apresentando um diferencial no mercado e fazendo com que eles se mantenham online. “Para qualquer coisa na vida, independente de onde e com o que se trabalha é preciso ser muito bom no que faz. É preciso ser apaixonado e entregar algo surreal, porque no final só os melhores conseguem sobreviver”.


Aos iniciantes que querem começar no ramo, Carol Cantelli também dá a dica: “é uma área que não é para qualquer pessoa. Cada vez mais os seguidores estão buscando pessoas reais que tenham de fato um espírito de empatia e não de postar só coisas fúteis que não vão agregar real valor na vida do outro. É necessário entender que os internautas seguem pessoas em busca de relacionamento, por isso, é preciso causar uma reflexão positiva e incentivar aquela pessoa a ser melhor para causar uma mudança verdadeira na vida dela”, finaliza.


 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Geovanna Portante

Fonte:Agência Brands