Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2022

Da revolução sexual feminina à evolução sexual dos casais

Da revolução sexual feminina à evolução sexual dos casais

Da revolução sexual feminina à evolução sexual dos casais

40 anos se passaram desde a pílula anticoncepcional, agora os medicamentos para disfunção erétil exercem novo papel na história sexual dos homens e, também, das mulheres 


Nos anos 50, a discussão sobre a sexualidade ganhou novos contornos: a construção da identidade feminina e a liberação sexual. Na década seguinte, com a chegada da pílula anticoncepcional, uma das maiores amarras da condição do ser feminino foi desatada, e a gravidez indesejada deixou de ser questão preponderante para o controle repressivo da sexualidade da mulher. Hoje a pílula faz parte do cotidiano de milhões de casais ao redor do mundo. O homem abraçou a causa e hoje agradece e compartilha desse momento. 

Por meio dessas evoluções, o papel da mulher na sociedade mudou, e com ele toda uma estrutura menos aberta ao diálogo sobre temas de conotação sexual foi posta em pauta. As informações pulularam, publicações dedicadas ao público feminino ou voltados a discussões sobre sexualidade tomaram conta de livrarias, bancas de revista e emissoras de rádio e tv. O mundo, finalmente, começava a discutir mais abertamente temas que eram verdadeiros tabus há poucos anos atrás.  

O reflexo social não parou por aí: a independência financeira e uma maior presença no mercado de trabalho abriram novos horizontes. Não havia mais necessidade de um provedor, mas de um companheiro que compartilhasse de suas conquistas e anseios, numa relação de mútua ajuda e compreensão. Ambos tiveram de se adaptar a novas situações. 

Em relação à questão sexual, as mulheres passaram a controlar mais suas vontades, a explicitar mais seus desejos, vontades e a viver com mais liberdade as experiências que agora lhes eram permitidas. Essa mudança, positiva, fez com que mulheres e, em conseqüência, homens passassem a poder ter experiências sexuais melhor compartilhadas e cada vez menos estigmatizadas.  

O homem se adaptou também. Dividir a responsabilidade do provimento da casa, como também as obrigações domésticas estabeleceu uma cumplicidade que se estendeu para o diálogo e para as relações sexuais. Homens e mulheres, apesar do preconceito ainda existente, compartilham suas fantasias e seus desejos, assim como suas dificuldades e frustrações. Mitos vêm sendo derrubados todos os dias e a conversa, a compreensão e o aconselhamento profissional são pontos chaves para a quebra de alguns paradigmas.  

Mitos e verdades           

Mesmo sendo considerados importantes ou importantíssimos por 96% dos brasileiros, o sexo e os problemas sexuais ainda são temas que não fazem parte das conversas de muitos casais (Abdo, C. – Estudo da Vida Sexual do BrasileiroEVSB, 2014). Um levantamento do Instituto Datafolha sobre o impacto da dificuldade de ereção na vida do casal confirma uma contradição. Entre as mulheres que já lidaram com uma falha do parceiro, apenas 26% declaram ter iniciado uma conversa sobre o assunto.  

Em muitos casos, problemas sexuais, como disfunção erétil, resultam de um comportamento ditado por mitos. Um fracasso ocasional pode gerar tensão e expectativa e pode criar um ciclo de ansiedade que faz com que o fracasso se mantenha. Mas da mesma forma como os mitos foram disseminados, a propagação da informação correta transmitida por pessoas e gerações é a maneira de se resolver o problema e permitir às pessoas uma convivência mais feliz, consciente e responsável em relação à sexualidade.  

Quando e evolução sexual chega em casa      

Todos os estudos envolvendo substâncias para o tratamento da disfunção erétil (DE) até então coletavam os relatos e as opiniões masculinas sobre quais eram as melhores substâncias para DE. Agora, um novo estudo realizado pelas universidades de Waikato e Auckland, na Nova Zelândia, pesquisou a preferência das suas parceiras. 

O estudo realizado por estas duas universidades neozelandesas investigou qual o tratamento preferencial das parceiras em homens que estavam usando medicação oral para disfunção erétil. Uma evolução considerável, para um assunto que ainda é um tremendo tabu no universo masculino. A verdadeira evolução sexual chegou aos lares, mulheres e homens de mãos dadas para a resolução de um problema em comum, que aflige aos dois, que põe em risco a sua felicidade.   

A pesquisa

Durante a pesquisa, cem casais heterossexuais em relacionamentos estáveis, com parceiros masculinos com disfunção erétil, foram selecionados para receber aleatoriamente comprimidos de Cialis (tadalafila) e Viagra (sildenafil) por um período de 24 semanas, divididos em dois períodos de 12 semanas, recebendo em cada período um tipo de substância, não importando a ordem em que foram ministradas.  

Os casais seguiram suas rotinas sexuais normalmente e as mulheres foram entrevistadas no início, durante e ao final da pesquisa, quando declararam qual das duas drogas usadas por seus parceiros foi a preferida e quais as razões para a escolha. 

De acordo com os pesquisadores da Nova Zelândia, 79,2% das mulheres preferiram quando os seus parceiros fizeram uso do Cialis, enquanto 15,6% preferiram o Viagra. A preferência não foi afetada pela faixa etária ou ordem da utilização dos medicamentos. O número médio de comprimidos utilizados e registrados, bem como os eventos sexuais ocorridos por semana, e os dias entre as manifestações não foram significativamente diferentes em cada fase da análise.  

As mulheres que preferiram tadalafila relataram que se sentiram mais relaxadas, enfrentando menos pressão, desfrutando de uma forma mais natural e espontânea a experiência sexual, tendo melhor satisfação sexual e experiências mais duradouras, enquanto as que preferiram sildenafila relataram a eficácia da droga e a satisfação para seus parceiros.  

O verbete equivalente em francês define feminismo como um conjunto de idéias políticas, filosóficas e sociais que procuram promover os direitos e interesses das mulheres na sociedade civil. Após a pílula anticoncepcional, que revolucionou o comportamento sexual feminino, os medicamentos para DE, como o Cialis, se colocam à disposição da sociedade para contribuir para um maior bem estar do casal, proporcionando a evolução do comportamento sexual do ser humano, fazendo com que homens e mulheres sejam parceiros em busca de um objetivo comum: a felicidade.  

Sobre Cialis (tadalafila)

Cialis é o medicamento da Lilly para o tratamento da dificuldade de ereção. O principal diferencial de Cialis é seu período de eficácia: até 36 horas, apenas mediante estímulo sexual, possibilitando que o casal escolha os melhores momentos para desfrutar da relação sexual sem a pressão do tempo. Cialis começa a agir a partir de 30 minutos e é absorvido normalmente mesmo se ingerido com alimentos ou bebidas, sem prejuízo para sua eficácia. 

Quase 6 milhões de homens já aprovaram os benefícios de Cialis desde seu lançamento mundial, em fevereiro de 2003. Atualmente, Cialis é comercializado em mais de 100 países e seu sucesso se reflete na liderança de mercado que já conquistou em grandes mercados como o Brasil, França, Alemanha, Portugal, Itália, México, entre outros. 

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Rafael Buchalla

Fonte:Universo da Mulher