Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2019

Triângulo Amoroso - Vale a pena?

 
Quanto mais tempo se mantém um affair, maiores as probabilidades de criar expectativas difíceis de realizar e resolver situações, daí porque a maioria dos casos dá em fracasso.
 
 
O envolvimento com parceiros comprometidos é, na maioria das vezes, uma perda de tempo.
 
Os seres humanos são dotados dos sentidos, entre outras razões, para ter preservada sua integridade física.
 
Em relação aos riscos existenciais, sobretudo os que derivam de sentimentos amorosos, nem sempre se está preparado para percebê-los e lidar com eles. O coração apaixonado costuma turvar o raciocínio, e leva a um distanciamento da realidade.

Quanto mais tempo se mantém um affair, maiores as probabilidades de criar expectativas difíceis de realizar e resolver e daí porque a maioria dos casos dá em fracasso. É o que sugerem as recentes investigações americanas desenvolvidas pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
 
Hoje sabe-se que uma paixão dura, em média, de seis meses a um ano.
 
Segundo as teorias evolucionistas, o corpo dá sinais de desgaste a partir deste intervalo de tempo, mostrando-se biologicamente incapaz de gerir a turbulência dos neurotransmissores e hormonas.
 
Ao fim de algum tempo, uma relação tende a “defender-se” biologicamente dos efeitos do stress passional, mudando o seu comportamento: o casal entra numa fase estabilizada, mais serena e sexualmente diferente. Aí começam os problemas.
 
A regra de ouro da candidata a “amante” é nunca se envolver. E quem infringe a regra também se candidata a ter muitas dores de cabeça e ressacas de desilusão.
 
“Ainda me lembro de como era horrível para mim, quando meu marido ligava para o meu celular e eu estava na cama com meu amante.”
 
Maríana S., de 39 anos, viver atualmente só, em São Paulo.
A designer gráfica conheceu Marcelo no trabalho, começaram a sair juntos e aproveitaram enquanto o marido estava de viagem.
 
Quis acabar várias vezes. Sentia-me culpada por estar naquele triângulo, e destruindo todos os sonhos que eu e o meu marido planejamos”, lembra, com alguma tensão na voz.
 
“A minha vida mudou muito e me sentia arrependida quando meu marido ligava à noite e eu não atendia o celular porque estava com outro homem. O celular tocava diversas vezes e eu não atendia. Me sentia muito culpada", ressentiu-se Mariana.
 
A fase mais dura aconteceu meses depois, quando o marido de Mariana, desconfiado, acabou descobrindo e ambos os amantes se deram conta de que aquele amor ou seria verdadeiro e continuaria ou teria que acabar.
E foi o que aconteceu.
Veio o fim.
 
Mariana perdeu o marido, que foi embora de casa e ainda por cima ficou sem Marcelo, pois enquanto eram amantes não tinham responsabilidades e nem compromissos.
 
"Agora que seria hora de contribuir com as despesas de aluguel, luz, telefone, alimentação, o que Marcelo não suportou e me arrependo de ter feito meu ex-marido sofrer e eu acabar nessa situação". 
 
"Enquanto amante, na emoção de fazer as coisas escondidas, eramos cumplices pois havia a culpa de estar traindo o meu marido que me sustentava. No entanto, quando me separei de meu marido, meu amante mudou de comportamento e acabou sumindo de minha vida. Resultado: acabei só e sem dinheiro", lamenta-se Mariana.
 
 
Mais fácil ser Amante que Marido
 
O romancista francês Honoré de Balzac disse uma vez que é mais fácil ser amante que marido (ou esposa).
 
Motivo: porque “é mais fácil ser oportuno e engenhoso de vez em quando do que todos os dias”.
 
 
 
 
 
 
 
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Reinaldo Marques

Fonte:Universo da Mulher