Rio de Janeiro, 15 de Dezembro de 2017

Casamento não é corrente

De certa forma, é de admirar que tantos casamentos fracassem. 
 
É só considerar as forças que supostamente mantêm um casal unido. 
 
Amar e ser amado são algumas das vivências mais enriquecedoras por que passam as pessoas. 
 
Tem-se ainda uma série de produtos secundários do relacionamento – a intimidade, o companheirismo, a aceitação, o apoio para mencionar apenas alguns. 
 
A pessoa recebe consolo na saudade, alento no desânimo e tem com quem compartilhar os momentos de alegria. 
 
E há o bônus extra da gratificação sexual, que a natureza concede como um incentivo para o acasalamento. 
Tampouco se pode subestimar a satisfação em ter filhos e em constituir uma família.

As esperanças e o estímulo dos pais e de outros parentes, ao lado da expectativa da comunidade de que o casal permanecerá unido, formam as pressões que vêm de fora. 
 
Com tantas forças promovendo e fortalecendo os relacionamentos, o que pode sair errado?  
 
Por que o amor – deixando de fora todos os demais incentivos – não é forte o suficiente para manter unidos os casais?

Embora os cônjuges ou companheiros possam acreditar que falem uma mesma língua, o que uns dizem e os que os outros ouvem são muitas vezes coisas bem diversas. 
 
Assim, os problemas na comunicação causam ou agravam as frustrações e decepções que muitos casais vivenciam.

Os desentendimentos seguem numa escalada até o ponto sem retorno; o que é extraordinário, contudo, é que, se o casal perceber o desentendimento e o corrigir antes de ir longe demais, poderá controlar a tormenta.

Tão logo os desentendimentos e os conflitos se combinem para incendiar os rancores e ressentimentos a pessoa antes vista como amante, aliada e companheira passa a ser vista como antagonista.

Lembre-se:  “Não são correntes que atam um casamento.  São fios, centenas de fios que vão entrelaçando os cônjuges entre si ao longo dos anos”.
 
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Luiz Aibinder

Fonte:www.aluzdapsicologia.com.br