Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2018

Transtorno bipolar

Seu cônjuge tem bipolaridade?

Saiba como lidar com o “transtorno bipolar” de seu parceiro

·  Bipolaridade.

Segundo o site Minha Vida, "a bipolaridade (ou transtorno bipolar) é um dos tipos/variações de depressão.

Ela é caracterizada por anomalias do humor, onde os períodos de felicidade, irritação e depressão alternam rapidamente, sendo que seus “humores” são sempre exagerados, indo sempre do extremo de um ao extremo de outro."

Com a exceção da variação de humor, os outros sintomas não ocorrem em todos os bipolares. A bipolaridade pode ser dividida em duas partes: o transtorno bipolar I e o transtorno bipolar II, sendo que são similares, mas o segundo é menos intenso. Veja a seguir os possíveis sintomas:

  Fase maníaca

  • Fácil distração.
  • Irritabilidade extrema; a pessoa torna-se exigente e aborrece-se quando os outros não acatam os seus desejos e vontades
  • Alterações emocionais súbitas e imprevisíveis, os pensamentos aceleram-se, a fala é muito rápida, com mudanças frequentes de assunto
  • Reação excessiva a estímulos, interpretação errada de acontecimentos, irritação com pequenas coisas, levando a mal comentários banais e mentirosos
  • Aumento de interesse em diversas atividades, despesas excessivas, compras em excesso, dívidas e ofertas exageradas
  • Grandiosidade, aumento do amor próprio. A pessoa, pode sentir-se melhor e mais poderosa do que todos
  • Energia excessiva, possibilitando uma hiperatividade ininterrupta
  • Aumento da vontade sexual, comportamento desinibido, promiscuidade com escolhas inadequadas de muitos parceiros
  • Tem menor necessidade de sono.
  • Menor capacidade de discernimento.
  • Pouco controle do temperamento.
  • Compulsão alimentar.
  • Bebe demais.
  • Faz uso excessivo de drogas.
  • Culpa os outros pelo que ocorre de mal ou de errado
  • Gastos excessivos.
  • Hiperatividade.
  • Pensamentos acelerados que se atropelam.
  • Fala em excesso.
  • Ilusão sobre si mesmo ou habilidades (alta autoestima).
  • Grande envolvimento em atividades.
  • Agitação ou irritação.
  • Acessa o celular em excesso, diversas vezes, compulsivamente
  • Controladora e gosta de manipular os outros

  Fase depressiva

  • Desânimo diário ou tristeza.
  • Dificuldade de se concentrar, lembrar ou tomar decisões.
  • Perda de peso e apetite.
  • Come excessivamente e ganha peso.
  • Fadiga ou falta de energia.
  • Sente-se inútil, sem esperança ou culpado.
  • Perda de interesse.
  • Baixa autoestima.
  • Pensa em morte e suicídio.
  • Problemas para dormir ou excesso de sono.
  • Afastamento.

Agora que conhecemos um pouco mais sobre a doença, vamos ver como lidar quando o seu parceiro é bipolar.

  Seja firme

Ele precisará disso. Pode haver momentos em que ele tente suicídio, não pense duas vezes antes de ligar para a polícia, pois assim o atendimento será quase imediato. Também haverá momentos em que ele hesitará até mesmo em cuidar da higiene, você deverá ajudá-lo nisso.

  Mantenha o diálogo

A boa comunicação é essencial em qualquer relacionamento, e nesse é mais importante ainda, mas, dependendo do assunto, tome cuidado com o ânimo que a pessoa leva no momento.

  Pesquise

É de extrema importância que você tenha conhecimento sobre a doença e seus possíveis surtos.

  Demonstre

Para o bipolar, tudo e todos estão contra ele, então é importante que você demonstre sempre seu carinho a ele, e fale sobre suas preocupações.

  Tenham fé

É interessante que o casal tenha alguma religião e que, não importando os problemas que a doença possa trazer, sempre terá um motivo para ficarem juntos, evitando um possível suicídio.

  Saia da rotina

Pelo menos nos fins de semana, tente marcar programas diferentes, como jantar fora, ir ao cinema, fazer um piquenique...

  Tenha paciência

É importante que você seja paciente com as crises dele e não brigue por besteiras. Saiba se controlar, porque ele não sabe.

  Procure por especialistas

É de extrema importância que ele vá a um analista, caso contrário é impossível controlar as crises, mas não o obrigue. Fale com ele sobre isso, dê exemplos de pessoas que melhoraram com as análises, etc. Também é interessante que você procure por um, assim pedindo ajuda sobre o que anda acontecendo até que ele aceite fazer. Terapias de casais também são aconselhadas.

Esse é somente mais um obstáculo que o amor e a paciência podem vencer e, com o tratamento adequado pode ser controlado.

 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Isabel Policarpo

Fonte:Universo da Mulher