Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2017

Sempre Yves Saint Laurent

Sempre Yves Saint Laurent
Yves Saint Laurent (1936) é uma marca eterna da alta-costura internacional. Foi assistente de Christian Dior. Após a morte de Dior no auge da carreira, em 1957, Saint Laurent assumiu a Maison Dior e mais tarde criou sua própria grife. Com semblante sempre calmo, tranqüilo, sensível, tímido e envergonhado até, ele apresentava seus desfiles no salão do Hotel Intercontinental, em Paris, decorado com flores que mudavam de acordo com sua inspiração. As criações, magníficas e elegantes, tinham muito da sua própria humanidade: tudo clássico, elegante, chique.
 
Tornou-se um sucesso em todo o planeta: foram mais de 70 coleções e inúmeros produtos com sua grife. E são muitas as curiosidades. Em 1968, por exemplo, a pedido da Vogue ele criou a saharienne (jaqueta safári) para sessão de fotos com a famosa modelo Veruska, e foi sucesso absoluto. Em seguida, com a criação da Maison Saint Laurent Rive Gauche para homens, as mulheres iam até lá e compravam as roupas para elas. Criou o unissex.
 
Seus desfiles, sempre cheios de glamour apresentavam suas marcas registradas, como por exemplo, o smoking feminino (criado em 1966) e o grande e exuberante coração-colar-amuleto, uma jóia desenhada pelo próprio Yves Saint Laurent e feita artesanalmente – era usado pela modelo que desfilava um vestido em especial, geralmente preto, ou pela noiva. O famoso e pesado coração, de brilhantes, pérolas e rubis era tão cobiçado pelas clientes que foram confeccionados modelos pequenos (e mais leves) para venda.
 
Yves Saint Laurent sempre teve grande admiração pelas artes, especialmente Matisse e Braque, e muitas vezes inspirou-se em criações da pintura, das artes plásticas, para criar sua elegante alta-costura: houve a coleção Matisse, a coleção Braque, a coleção Andy Warhol, etc.
Em 07 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent comunicou à imprensa sua despedida da moda. Apresentou seu último desfile no Centre Georges Pompidou, em Paris, mostrando uma retrospectiva de seu sucesso. No fim do desfile foi homenageado por sua musa, Catherine Deneuve, cantando para ele. Emocionado, Yves Saint Laurent selou assim sua contribuição eterna de elegância, luxo e chiquismo para a alta-moda internacional.
 
 
 
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Crédito:Jamill Barbosa Ferreira

Autor:Jamill Barbosa Ferreira

Fonte:Universo da Mulher