Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2017

A gazela e o Leão

Quando  rompe o sol  no horizonte africano e começa  clarear a sua imensa savana, a gazela e o leão têm os seus instintos despertados para as três principais tarefas de suas vidas – correr, correr e correr. A gazela para não ser devorada pelo leão e este, para saciar a sua própria fome.Esta é a lei que a natureza destinou à sobrevivência das espécies. Embora seja possível fazer uma analogia entre esse cenário e o mundo dos negócios, preferimos destacar a importância  das parcerias comerciais estratégicas, que podem fazer parte do conceito da “teoria da extensão”, desenvolvida pelo sociólogo canadense Herbert Marshall McLuham (1911-1980).

 

 

Desta nossa linha de pensamento um dos modelos exemplares está na indústria automotiva, onde as gigantescas montadoras dependem da competência de um sem número de fabricantes de autopeças, dos quais tem sido exigidas as certificações ISO.9000 e QS.9000 de garantia da qualidade. Além deste segmento, vários outros oferecem espaços para que as empresas de menor porte peguem carona na exportação de seus produtos, contribuindo para a elevação do superávit da balança comercial.

 

 

No comércio, esse fenômeno também se faz presente, principalmente, nos sedutores shopping centers, onde as lojas âncoras e os pequenos negócios se beneficiam, reciprocamente, da praticidade oferecida às consumidoras que buscam produtos, entretenimento e serviços diversos.

 

 

A mudança estrutural da economia, provocada pela globalização, terceirização, e, até pela escalada de demissões nas grandes corporações fez com que técnicos e executivos, altamente qualificados, migrassem para negócios menores, que se beneficiaram com a disponibilidade de mão-de-obra, ou melhor, de “cabeças-de-obra”, que chegaram para agregar valor ao desenvolvimento organizacional. A esmagadora predominância numérica das empresas de menor porte, se constitui numa cristalina fonte de geração de empregos, hoje, prioridade emergencial ZERO. Os estabelecimentos de rua, pioneiro na comercialização e prestação de serviços,é uma “invenção” milenar que terá, sempre, o seu espaço no mundo dos negócios,desde que monitorados por periódicas pesquisas de tendência do mercado.

 

 

O sucesso de um empreendimento não está no seu porte, mas na competência gerencial de suas lideranças em atender as necessidades e hábitos dos clientes, e na habilidade inovadora de superar as suas expectativas. 

 

 

A Internet, as entidades especializadas, a imprensa em geral e uma gama enorme de eventos, desenvolvidos pelo mundo todo, têm mostrado como explorar oportunidades de negócios lucrativos, contribuindo para reduzir o índice de mortalidade empresarial, que ainda é elevado nesse universo. Como diferencial de mercado as  micros e pequenas empresas e os profissionais autônomos possuem atendimento personalizado, agilidade para responder as mudanças conjunturais, menor custo operacional; compromisso pessoal com o cliente, facilidade de visão sistêmica à todos os funcionários, procedimentos  desburocratizados, além do imbatível calor humano. A participação em consórcios de exportação, a formação de cooperativas, as associações de artesãos, o aumento do número de incubadoras industriais, a abertura dos atacadistas e supermercadista para novos empreendedores, e a participação ativa em entidades de classe, são algumas das formas que devem incrementar esse grande negócio que se chama pequenas empresas. O novo formato organizacional das empresas competitivas sinaliza que aquelas que não forem receptivas às mudanças estruturais, e não investirem na excelência continuada do processo, estarão ampliando a sua vulnerabilidade, pois, “quando a diretoria pensa que sabe todas as respostas, vem o mercado e muda todas as  perguntas.”. 

 

*         Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado

     e-mail:  faustino.vicente@terra.com.br   - tel.(011) 4586.7426

Crédito:Faustino Vicente

Autor:Faustino Vicente

Fonte:Universo da Mulher