Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2017

A Mulher Moderna tem o Direito de escolher como trazer seu filho ao mundo

Mulher moderna é assim: além de filha, mãe, esposa e profissional, ainda deve estar atenta à saúde e ao bem estar, o próprio e o da família.
 
De rainha do lar a amiga e confidente, algumas ainda carregam culpa por não estarem presentes as 24 horas do dia junto aos filhos.
 
Exercer a maternidade nunca foi tarefa das mais fáceis.

Em meio a tantos papéis, como se dividir para realizar bem todos eles?

A mulher precisa saber administrar cada situação para que consiga se sentir realizada, mas tendo consciência de que ela tem características específicas.
 
Tarefa difícil, mas não impossível, ressalta o ginecologista e obstetra, defensor do parto humanizado (www.partosemmedo.com.br), Alberto Jorge Guimarães.
 
“Para as mulheres que sentem a maternidade como uma missão, como uma contribuição para um mundo melhor, é importante saber que pensamentos, intenções e emoções de uma gestante influenciam diretamente o desenvolvimento fisiológico do feto. E esta influência continua a ser reforçada quando a criança nasce, desenvolve-se e amadurece".
 
Mulheres chefes de família e que decidem ter filhos com mais de 35 anos são perfis cada vez mais comuns.
 
“Elas não querem mais seguir os conselhos das próprias mães ou das sogras, mas ao mesmo tempo gostariam de ter um referencial”. Durante a gestação, quando a mulher opta pelo tipo de parto que trará seu filho ao mundo, muitas delas não estão conscientes desta escolha. O fazem por medo, pressão e até por ignorarem os benefícios do trabalho de parto no nascimento da criança.
 
Guimarães diz que é possível a gestante ter o direito natural e básico de ser a dona do seu parto.
 
“O que muita gente desconhece são as vantagens que um parto normal pode trazer ao bebê e à mãe. Um nascimento com a menor necessidade possível de intervenções médicas ou farmacológicas, dando ao recém-nascido uma experiência acolhedora neste período de transição é uma dessas vantagens".
 
Para o médico, no decorrer da história, o processo fisiológico do parto natural sempre foi visto como doloroso e sofrido, fazendo com que a mulher tivesse uma visão distorcida em relação ao nascimento. “Embora todos saibam que a fisiologia do parto envolve uma experiência corporal intensa, é possível encará-la com prazer e alegria, deixando os mitos de lado”.
 
Por fim, Dr. Alberto lembra de que é possível vivenciar este momento pelas vias naturais, permitindo que o corpo trabalhe da maneira como a natureza o programou: uma sucessão de acontecimentos que culminará na melhora da relação afetiva entre mãe e filho. Mas estes só acontecerão se a mãe estiver consciente de sua responsabilidade em todas estas ações.
 

 

Alberto Jorge Guimarães é médico, ginecologista e obstetra pela Faculdade de Medicina em Teresópolis e mestre pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP. Defensor dos conceitos de Parto Humanizado, idealizado pelo médico francês Michel Odent, bem como as questões de proximidade mãe e filho apontados por Ashley Montagu e Frederic Laboyer. Guimarães começou a praticar no Brasil ideias inovadoras, sobre um novo modelo de assistência à parturiente, enfatizando o parto como um evento de máxima feminilidade, quando a mulher e bebê são os protagonistas. Um conceito de ambiente calmo e tranquilo, com o amparo do pai, para que mãe e bebê vivenciem este momento de forma livre, espontânea e ativa.

 

 
Atualmente, o médico vem difundindo uma proposta de reformulação dos protocolos de assistência à mulher, propondo um atendimento com menos intervenções farmacológicas e uma assistência mais humana no parto. Embasado por vários estudos científicos, Guimarães pratica com as pacientes o parto na água. Segundo ele, a água quente, aliada a técnicas de respiração, pode proporcionar um parto com menos dor e uma passagem mais suave para o bebê, que encontra um ambiente externo parecido com o experimentado durante nove meses na barriga da mãe.
 
 
 
 

Crédito:Marcia Nogueira

Autor:Luiz Affonso

Fonte:Universo da Mulher