Rio de Janeiro, 20 de Julho de 2019

Volta às aulas

Especialistas do Acalanto explicam como favorecer a integração

 


 

Adeus férias: praia, cinema, viagens, passeios.

É hora de desfazer as malas e arrumar a mochila.

Com a volta às aulas, é difícil disciplinar a garotada para acordar e comer no mesmo horário, prestar atenção nas aulas... enfim, ter compromissos de fato.

Parece simples, mas, depois de dois meses bem à vontade, as crianças tendem a resistir (e muito) a entrar no ritmo das atividades escolares.

O que a família e o colégio podem fazer para ajuda-las nesse momento de readaptação?

“Primeiro é importante observar a idade, porque a condução da situação deve ser de acordo com a faixa etária”, explica a psicóloga do Centro Educacional Acalanto, Simone Maciel, de Botafogo. As crianças da Educação Infantil, principalmente de 0 a 3 anos, têm uma necessidade maior de seguir uma rotina diária. Por isso, os pais devem tentar, dentro do possível, mesmo nas férias, manter os horários ligados ao sono e à alimentação. Mas, é claro, sem muito rigor, já que estão de férias e nem sempre a programação permite que isso ocorra.

Com relação às crianças maiores, uma dica da psicóloga do Centro Educacional Acalanto é tentar re-introduzir as rotinas alguns dias antes do regresso escolar.

Assim, a criança terá um tempo para readaptar seu organismo e se preparar emocionalmente para as mudanças.

“Fazer com que o estudante participe das atividades relacionadas a esse retorno, como compra de material e uniforme, tornando esta uma atividade prazerosa, contribui para que esse período não fique sendo o ‘vilão’ da vida”, aconselha Maciel.

É interessante estimular a criança a registrar suas férias através de fotos e ilustrações.

Como irá mostrar aos colegas e professores, funciona como um incentivo a mais para voltar ao ambiente escolar.

Mas não são apenas os pais que precisam estar atentos a essa fase. “A escola deve promover nos primeiros dias um clima de descontração e alegria para receber seus alunos. Os professores devem se preocupar mais com o emocional das crianças do que com o planejamento. E demonstrar interesse pelo que fizeram nas férias e incentivar que compartilhem suas experiências com o grupo”, avalia Simone Maciel. Esse é um ótimo momento para o professor - que, em geral, está recebendo um grupo novo - formar um vínculo com seus alunos deste ano letivo. E mais do que tudo: “É importante que a criança desde pequena aprenda a diferenciar os momentos de lazer dos ligados às suas tarefas de rotina e compreender que todos eles são necessários”, avalia a especialista.

Pequenos da creche precisam se adaptar

“O período de adaptação é essencial para que a ida para creche seja prazerosa. Antes de iniciá-la (o que deve ser feito cerca de 1 a 2 semanas antes que um adulto envolvido nos cuidados com o bebê precise se afastar), a família deve procurar introduzir em casa as rotinas da creche escolhida, horários, cardápios e algumas atividades”, explica a pediatra do Centro Educacional Acalanto, Andrea Vasconcellos, de Botafogo. O tempo necessário para tal varia de criança para criança, porém costuma ser mais rápido nos menores de 8 meses. Levar objetos já usados e do convívio como travesseiros ou brinquedos facilitam a adaptação ao lugar.  A saída do responsável deve ser feita por períodos inicialmente curtos (15 minutos) fora de situações que necessitem de mais cuidados como banho e alimentação e, posteriormente, por períodos maiores até que a criança permaneça tranqüila e feliz”, explica a pediatra do Centro Educacional Acalanto. 

 


 

Crédito:Cris Padilha

Autor:psicóloga : Simone Maciel

Fonte:Cecilia Fernandes -