Rio de Janeiro, 01 de Junho de 2020

Problemas na vista interfere no bom rendimento escolar

O primeiro bimestre está praticamente na metade e é justamente quando começa a expectativa dos pais quanto ao bom rendimento dos filhos no colégio. Os resultados dos trabalhos escolares, provas e outras atividades aparecem e com eles os pais têm um referencial do desempenho dos seus pequenos. Alguns alunos voltam para casa com notas exemplares enquanto outros não têm a mesma sorte.
 
 
No entanto, muitas vezes as notas vermelhas não têm nenhuma relação com  preguiça, falta de atenção ou bagunça, mas sim com problemas de visão que, de acordo com as estatísticas, afetam 15% das crianças brasileiras. Geralmente, os problemas de visão infantil são identificados quando elas estão na fase de alfabetização, ou seja, com sete anos de idade.
É no ambiente escolar que facilmente os professores observam tais dificuldades. Segundo a psicopedagoga e diretora do colégio Coc Campinas, Suseli Souza, observar o comportamento dos alunos é uma das estratégias para detectar problemas de visão.
 
 
"Alguns fatores devem ser levados em consideração, como por exemplo, o fato de os alunos segurarem os livros próximos do rosto, ou quando apresentam dificuldade para enxergar a lousa” explica a psicopedagoga. Outros sinais de que a criança pode estar com problemas de visão são: dores de cabeça, piscar muito, franzir a testa ou apertar os olhos para ler ou focar objetos.
Para auxiliar os alunos, os colégios adaptaram as salas de aula ao que há de melhor no segmento. As lousas, por exemplo, sofreram modificações. Seus cantos agora eles são ovalados impedindo assim o reflexo da iluminação, que passou a ser feita por meio de luminárias grandes. Suseli faz um alerta.
 
 
“Geralmente os pais não notam essa dificuldade da criança, porque o ambiente doméstico é diferente do escolar”, ressalta a especialista. No entanto, nem sempre as doenças oculares apresentam sintomas. Por isso a importância de se fazer a prevenção uma vez por ano.
 
 
É preciso ter cuidado também quanto aos hábitos diários das crianças, como, por exemplo, ficar muito tempo assistindo televisão, jogando videogame ou em frente ao computador. Embora eles não causem doenças, maus hábitos podem ajudar no desenvolvimento de distúrbios oculares. Também é essencial que o ambiente de leitura dos baixinhos seja claro, para que a criança não force a vista.
 
 
“Caso seja necessário o uso de luminárias, a luz tem de incidir em cima dos cadernos ou livros de leitura”, orienta a decoradora Maria Pompéia Mesquita. Para evitar transtornos, a dica dos educadores é levar as crianças para uma avaliação com um oculista antes do início do ano letivo e caso elas tenham que usar óculos ou tampões, nada melhor do que estimulá-los a fazer isso sem preconceito.
 
 
A medida impede que todo o rendimento escolar seja comprometido por falta de tratamento. De acordo com especialistas, a primeira visita da criança ao oftalmologista deve ser feita ainda quando bebê, até os seis meses de vida. Depois entre quatro e seis anos para ter a certeza de que ela não apresenta miopia, hipermetropia, astigmatismo ou ambliopia.
 
 
Os tratamentos para estes problemas trazem ótimos resultados se iniciados antes dos sete ou oito anos de idade. A partir daí as consultas preventivas devem ser feitas anualmente. E, caso precisem usar óculos, elas devem visitar um oftalmologista a cada seis meses. Os tratamentos para estes problemas trazem ótimos resultados se iniciados antes dos sete ou oito anos de idade.
“As mudanças são visíveis e as crianças passam a escrever e absorver o conteúdo rapidamente”, ressalta a diretora do Coc.
 
 
 
 

Crédito:

Autor:Silvia Barros

Fonte:Central de Comunicação