Rio de Janeiro, 20 de Novembro de 2018

Daniel Reynolds indica Beijing, na China como a meca da culinária oriental

Quando o assunto é gastronomia, boa comida na mesa, restaurantes com serviços impecavéis, muita gente associa tudo isso imediatamente com a França. Caso você tenha imaginado o mesmo, vale a pena pegar um vôo e dar uma conferida em Beijing, China, uma das mecas da culinária no oriente.
 
 
Tudo bem que os chineses – mas não todos da geração atual - são adeptos de uma culinária, vamos dizer, meio exótica para o paladar ocidental. O país, com sua cultura secular, é super ligado às suas tradições e, por isso, muitos chineses degustam iguarias como: serpentes, cães ou até mesmo peixes vivos. Yuk!
 
Mas, a minha experiência gourmet na terra de Mao, não foi comendo o melhor amigo do homem, serpentes nem nada disso. Tive a chance de ir a restaurantes ultrafantásticos, que poderiam estar facilmente preenchendo as páginas de um guia Michellin, por exemplo.
 
 
 
Com o crescimento frenético do país, a nação vem sofrendo enormes mudanças - não só econômicas, mas até nos hábitos alimentares. A classe média ascendente e os novos-ricos, carregam em mente que tudo vindo do oeste do planeta representa um símbolo de poder. Em Beijing e Xangai, cidades por onde passei nessa inesquecível viagem, é grande o número de restaurantes com culinárias de várias partes do mundo.
 
Em Beijing, fui recomendado pelo concierge do Grand Hyatt (onde fiquei hospedado) a  jantar  num dos restaurantes mais badalados e simpáticos da imensa capital chinesa - o Green T. House. Os quinze minutos de viagem de táxi até o restaurante voaram; as luzes dos letreiros, em neon, tomaram a minha atenção até o Green T.- localizado numa área só de embaixadas.
 
 
 
Ao entrar no Green T., tive a impressão que estava entrando numa exibição de arte, devido a riqueza, o minimalismo e suntuosidade do local. Outro deslumbre são os móveis: cadeiras com encostos de mais de 2 metros de altura em madeira maciça negra, contrastando com candelabros e mesas gigantescos, mum ambiente bem clean - todo em off-white. A mini orquestra, tocando música clássica num estilo lounge, foi outro capítulo à parte. Ela dava um toque de plano de fundo sonoro ao local, pois o som era quase inexistente.
 
Nessa altura, acredito que todos vocês já estejam se perguntando o que foi o menu: tchan, tchan, tchan!!!! O restro aposta num menu, chamado por mim, fusão etnograstronômica. E porquê o chamei assim? Por eles misturarem acepipes da tailândia com algo francês, tipo a sopa bisque de lagosta com lychee (fruta meio azeda da Tailândia, que lembra o nosso umbu )...Em seguida, uma salada com peito de coelho à moda inglesa e temperado com curry indiano. Para encerrar, pois nessa altura eu já estava com medo da balança, comi apenas um bife de filet com molho de foie gras (patê de fígado de ganso) e trufas brancas...Ah, e tudo isso regado com muito champagne.
 
Outras razões para jantar no Green T: o staff é super atencioso, os freqüentadores do local, apesar de serem o high society local – incluindo chineses e estrangeiros - não são do tipo que fazem carão ou deslumbrados, se é que vocês me entendem! (?) E, por último, a impecável carta de vinhos. Os apreciadores de vinhos como Chateau Margot ou Rotschild 1994, uma de suas melhores safras, acharão, depois de estarem lá, que por causa disso já valeu a visita.

Como sou uma pessoa que gosta de experimentar, principalmente viajando, também fui conferir um restaurante mais popular e com uma comida mais local. O concierge recomendou que fôssemos ao Wanton – um dos melhores lugares de Beijing para degustar o famoso pato de Beijing. O Wanton é basicamente freqüentando por uma clientela de classe média e, para quem não fala chinês, pode ter um obstáculo pela frente, pois o menu é todo escrito em mandarim (língua-padrão oficial da China)...Quem nos salvou foi um dos garçons, que nos trouxe um menu que parecia mais cartões-postais: contendo fotos dos pratos servidos na casa. Pedimos através disso e acertamos em cheio. Daí, viramos clientes assíduos do local.
 
 
 
A China tem restaurantes para os viajantes de todas as posses. La´ é possível encontrar lugares onde paga-se a mesma quantia de Londres ou Nova Iorque, mas também os restaurantes mais populares também estão aprovados...
Green T. House
Chanyang Distric
Telefone (reservas): 6552-831011
 
- Preco em média do jantar para duas pessoas com bebidas: entre 200 e 300 dólares.
- É preciso preciso reservar com antecedencia, ja que o local esta sempre cheio.
- Nao domina chines? No problem! O staff domina a lingua de Shakespeare.
 
Esta primeira coluna eu gostaria de dedicar a minha mae Vera, ao querido amigo Dirk e ao amigo e colunista Jamill Barbosa Ferreira, que sempre me dá a maior forca. Obrigado pelo carinho, Jamill!

 
 
Por Daniel Reynolds, de Frankfurt, Alemanha. 
E-mail para contatos: danieljreynolds@hotmail.com
 
 
 
 
 
 
 

Crédito:Daniel Reynolds

Autor:Daniel Reynolds

Fonte:Universo da Mulher