Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2022

Quais os riscos dos anticoncepcionais para as mulheres

Para fazer o consumo de anticoncepcionais é preciso saber os riscos que eles podem trazer para a saúde feminina. A pílula anticoncepcional surgiu comercialmente nos Estados Unidos em 1960, quando ainda era considerada ilegal no país.

Ainda que tenha contribuído para conquistas importantes nos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, estes medicamentos podem ter efeitos colaterais indesejáveis e até mesmo perigosos.

Agora, meio século depois, a indústria farmacêutica produz pílulas com doses de hormônios muito mais baixas, mas o medicamento ainda apresenta riscos. Neste artigo vamos entender melhor a temática que tange as pílulas anticoncepcionais e seu uso.

Como funciona a pílula anticoncepcional?

Na pílula anticoncepcional são combinados estrógeno e progesterona com o intuito de inibir a ovulação, impedindo a liberação do óvulo.

O medicamento também atua para alterar o muco endocervical no endométrio, evitando que os espermatozóides atinjam as trompas, onde ocorre a fecundação.

Seus efeitos já são sentidos desde o primeiro dia, mas é recomendável a ocorrência de relações sexuais apenas após a aplicação de um ciclo completo.

O ciclo envolve a ingestão diária de uma pílula no período de, comumente, 21 dias, com uma pausa de 7 dias para a menstruação. Então no oitavo dia se inicia uma nova cartela.

Existem opções de pílulas anticoncepcionais de uso ininterrupto, em que não há a menstruação, ajudando a reduzir os incômodos e as dores menstruais. Inclusive, opções não faltam no mercado.

Ademais, é certo dizer também que esses medicamentos são produzidos com equipamentos para laboratório em locais próprios, ou seja, existe a garantia de confiança no uso dos medicamentos, porém, mesmo assim é bom ficar sempre atento aos riscos.

Quais são os benefícios e os riscos do anticoncepcional?

O principal benefício dos anticoncepcionais é exatamente seu funcionamento contraceptivo com eficácia de 98% contra a gravidez. Com doses adequadas de hormônios, o remédio também:

  • Reduz cólicas;

  • Reduz a tensão pré-menstrual (TPM);

  • Diminui o fluxo menstrual;

  • Regula o ciclo de menstruação;

  • Melhora quadros de acne e hirsutismo.

Os anticoncepcionais podem reduzir em até 50% a chance de desenvolvimento de câncer no ovário e endométrio, com o uso ao longo de cinco anos, e de até 70% quando usada por 10 anos.

No entanto, o uso é desaconselhado para mulheres que já tiveram câncer de mama ou de ovário.

Entre seus males, o medicamento pode contribuir para o aumento de riscos cardiovasculares, como a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e trombose.

Esses efeitos são mais notados em mulheres com histórico de tabagismo, hipertensão, obesidade e diabetes. Faça bom uso da informação e fale com mulheres em seu trabalho, como um laboratório de análise de efluentes ou nos mais diversos segmentos.

O estudo e os perigos do anticoncepcional

Uma pesquisa realizada na Universidade de Copenhagen realizou um estudo com a finalidade de analisar a incidência de câncer em 1,8 milhão de mulheres com idades entre 15 e 49 anos.

Comprovou-se que mulheres que faziam o uso de pílulas anticoncepcionais tinham mais chances de desenvolver tumores nas mamas. 

O que é entendido é que os hormônios sintéticos que estão nos contraceptivos alteram a expressão epigenética dos receptores mamários proliferativos. Dessa forma ocorrem mais incidências de atipias e carcinogênese mamária, sendo o risco proporcional ao tempo de uso.

O câncer de mama é um assunto muito sério e devem ser feitas campanhas em empresas como uma consultoria tributária para sua prevenção, principalmente para que haja um maior entendimento do tema por parte das pessoas.

Como resolver essa questão?

É grande a quantidade de mulheres que fazem uso de contraceptivos orais em todo o mundo, e o problema é que é cada vez mais cedo. Apesar de ter suas funções, o que vemos no relato de usuárias é um desserviço à saúde imenso.

Falta uma conscientização por parte de médicos e pacientes de forma que cada mulher deve ser analisada individualmente e receber sua prescrição conforme sua necessidade e saúde.

A questão é que a preferência deveria ser por métodos não hormonais, com o uso de dispositivos intra-uterinos de cobre ou o incentivo à camisinha, que são algumas alternativas.

Entretanto, é necessário dizer que o conhecimento é o mais importante de ser difundido tanto em um plano de gerenciamento de resíduos de saúde quanto em um planejamento da saúde da mulher.

Efeitos colaterais dos anticoncepcionais

Pontuamos a seguir alguns dos principais efeitos colaterais do uso de anticoncepcionais, visando a saúde da mulher.

Sangramento de escape

O sangramento de escape são perdas de sangue pela vagina fora do período menstrual, e são relativamente comuns, principalmente quando a mulher esquece de tomar o remédio.

Nesses casos, o sangramento se dá por variações súbitas nos níveis de hormônios e pode estar relacionado a uma falha no efeito protetor do medicamento. É uma situação que pode ocorrer com qualquer mulher.

Amenorréia – Ausência de menstruação

A amenorréia é a ausência da menstruação e em alguns casos, pode ser intencional, como em quem faz uso de anticoncepcional contínuo. Porém ela pode ocorrer em mulheres que façam o uso das pílulas clássicas, com 4 ou 7 dias de pausa ao fim de cada cartela.

Nessas situações a amenorréia não é algo esperado, pois a pausa serve justamente para que os níveis de hormônio caiam e a menstruação desça normalmente.

Fica válido esclarecer neste ponto que a presença da amenorréia não indica qualquer falha contraceptiva da pílula. Outro tipo que pode ocorrer é a amenorréia pós-pílula, que pode surgir quando a mulher para de usar anticoncepcional.

É comum um período de 1 ou 2 meses sem menstruação por mulheres que fizeram o uso por muito tempo. Porém, a partir de 3 meses já é indicado procurar um ginecologista.

Todas as mulheres, tanto as que têm um negócio como comercio de recicláveis quanto qualquer outro tipo de empresa, independentemente do segmento, precisam manter suas consultas com o ginecologista em dia.

Ganho de peso

Sempre se acreditou que o uso de anticoncepcionais estaria ligado a um ganho de peso, mas não é bem assim. Entretanto, para se ter certeza se isso é um efeito colateral, você pode olhar a classificação fiscal de mercadorias ou a bula do próprio remédio.

Ademais, um estudo que comparou 49 mulheres saudáveis que haviam iniciado recentemente o uso de contraceptivo oral com mulheres que não tomavam a pílula, mas com idades e pesos semelhantes.

Após 6 meses, os dois grupos foram comparados e se notou que não havia diferenças relevantes em relação ao ganho de peso, IMC, percentual de gordura e relação cintura-quadril.

Portanto, a popular afirmação de que tomar anticoncepcional engorda não possui sustentação científica.

Redução do desejo sexual

Um conhecimento importante para quem está no ramo dos rótulos para industria e em outros segmentos é que este é um tema controverso. Existe uma crença popular que o uso da pílula provoca a redução da libido nas mulheres, mas nem todos os estudos mostram isso.

Alguns trabalhos mostram a diminuição do desejo sexual, mas outros mostraram aumento da libido e frequência de atos sexuais entre o casal.

Portanto o efeito parece ser mais individual, estando relacionado a outros fatores de ordem psicológica, que não apenas o uso de anticoncepcionais orais.

No caso de diminuição da libido é indicado a troca da marca do medicamento, com uma formulação de hormônios diferente.

Quais são as outras opções para as mulheres?

É importante que os segmentos de automação de processos industriais e as demais empresas estejam preparadas para lidar com seu time femino.

O fato é que muitas mulheres têm optado por não usar pílulas anticoncepcionais, seja por recomendação médica, pelos efeitos secundários do remédio, custo ou praticidade.

Os principais métodos contraceptivos alternativos ao uso de medicamentos são o dispositivo intrauterino (DIU), o diafragma vaginal e a camisinha feminina.

O DIU é um objeto em forma de T introduzido no útero para funcionar como barreira física aos espermatozóides, podendo ficar até 5 anos no local.

O diafragma vaginal é um dispositivo que deve ser colocado até 24 horas antes das relações sexuais e impedem a chegada do espermatozóide ao útero. Ele pode ser lavado e utilizado por 2 anos.

E a camisinha feminina, assim como a versão masculina, impede o contato direto entre os órgãos sexuais, prevenindo doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Considerações finais

Também chamada de contraceptivo oral, a pílula anticoncepcional é um método contraceptivo muito confiável, com uma taxa de sucesso ao redor dos 99%. Não só para impedir a gravidez, os anticoncepcionais podem ser benéficos em algumas situações.

Tais como no tratamento de hiperandrogenismo, que é o excesso de hormônio masculino, da dismenorreia, que é a cólica menstrual, da menorragia, que é o excesso de menstruação e da tensão pré-menstrual.

Apesar de já ser um fármaco usado há muitas décadas, pode apresentar efeitos colaterais para as mulheres.

Com o passar do tempo e os avanços tecnológicos, foram diminuindo progressivamente as doses de estrogênio e de progestina (forma sintética da progesterona), o que garante uma grande redução dos efeitos secundários, como tromboses.

 

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

 

 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Jennifer Khauffman

Fonte:Guia de Investimento