Rio de Janeiro, 06 de Dezembro de 2021

Beijo na boca é saudável, mas cuidado com a higiene bucal

O beijo nunca sai de moda. Em pleno século 21, adolescentes aderiram a moda do “ficar” e acabam exagerando na dose no meio da balada.
 
 
Em lugares de muita agitação, em shows, boates e, principalmente, em épocas festivas, há jovens que chegam a ficar com sete, oito pessoas diferentes num mesmo dia. Até no Pan 2007 a paquera rolou solta e jornais divulgaram a sedução entre atletas e voluntários, sugerindo até disputa de medalha para quem namorasse mais.

A periodontista Fernanda Freitas alerta para os riscos da beijação desenfreada. “Bactérias e vírus, por exemplo, podem ser transmitidos numa troca de beijos. Principalmente se as pessoas sofrerem de doenças periodontais, pois tais problemas podem causar sangramento da gengiva, o que facilita o contágio”, explica a especialista.
          
Beijar pessoas também pode gerar o aparecimento de cáries. De acordo com Fernanda Freitas, “a troca de bactérias no beijo pode contribuir para o processo. A nutrição, hábitos de higiene e, principalmente, as escovações noturnas são fundamentais para evitar a cárie”, complementa. Outro problema que pode ser gerado pelas bactérias da cavidade oral, é que elas facilitam a formação de algumas doenças vasculares.
 
 
Prevenir para se proteger
           
O trabalho de prevenção consiste numa visita regular ao dentista ou uma manutenção caseira orientada por um profissional, pois cada pessoa fará uso de um tratamento específico. De acordo com o professor José Henrique Cavalcanti, especializado em implantodontia, a higiene bucal é condição principal para a manutenção da saúde bucal e todos os produtos que se puder lançar mão para evitar doenças são essenciais.

Os anti-sépticos bucais são coadjuvantes no controle das infecções como as doenças periodontais. Mas a higiene bucal é a forma mais simples, mais barata e segura de prevenção para inúmeras doenças, cuja porta de entrada é o meio bucal, principalmente quando ulcerado. “A redução das bactérias na boca também vai auxiliar na redução de infecções secundárias”, afirma.

Namoro sem beijo é como macarrão sem queijo. Então vamos beijar, mas sempre mantendo a boca limpa e cheirosa para dar mais prazer.

Qual a melhor maneira de evitar o contágio das doenças, além dos preservativos?
Uma higiene eficaz corpórea e uma higiene bucal adequada são formas de evitar o estabelecimento de doenças por ulcerações e lesões do tecido epitelial; os controles periódicos em consultórios odontológicos e médicos; uma vida regrada sem o risco de sexo inseguro e com o mesmo parceiro/a.
 
A higiene bucal, através de escovação, fios dentais, cremes dentais e os anti-sépticos bucais para bochechos, ajudariam nesse processo?
A higiene bucal é condição sine qua non para a manutenção da saúde bucal e todos os produtos que pudermos lançar mão para a não ulceração e para a promoção da saúde serão bem vindos. Os anti-sépticos bucais são coadjuvantes no controle das infecções como as doenças periodontais, portanto, ajudam a evitar ulcerações e exposição de tecido conjuntivo. A higiene bucal é a forma mais simples, mais barata e segura de prevenção para inúmeras doenças, cuja porta de entrada é o meio bucal, principalmente quando ulcerado.
 
 
Tipos de tratamentos:
Herpes Bucal I e II - Tratamentos mais comuns: Auto-vacinas e Anti-virais existentes no mercado e produtos anestésicos locais.
 
HPV Bucal - Identificação com lupa e remoção cirúrgica das verrugas ou Quimiocirurgia ou Eletrocirurgia das lesões e uma boa higiene bucal.
 
Gonorréia ou Blenorragia Bucal - A gonorréia bucal normalmente cura-se espontaneamente com uma boa higiene bucal, porém podem ser utilizados antibióticos para Gram negativos.
 
Cancro Mole - O tratamento é dado por antibióticos específicos para o microrganismo Haemophyllus ducrei e uma boa higiene bucal.
 
Sífilis com manifestação bucal - Causada por uma bactéria Treponema Pallidum tem como tratamento a antibioticoterapia, normalmente à base de Penicilina Benzatina e uma boa higiene bucal.
 
Candidiase Bucal - "Sapinho" o tratamento é uma boa higiene bucal, com remoção do creme fúngico e caso a formação de colônias fúngicas permaneça, ministrar fungicidas locais e sistêmicos.
 
AIDS ou SIDA - A Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida é tratada com o coquetel à base de AZT e esta indicada a boa higiene bucal.
 
 
Concluindo: O relacionamento sexual seguro, a higiene corporal e a higiene bucal adequadas são as melhores formas de prevenção das manifestações bucais das Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTs.

 

Crédito:Natália Fernandes

Autor:Flávia Grossi

Fonte:DMC 21 Assessoria de Comunicação e Marketing