Rio de Janeiro, 13 de Novembro de 2019

Namoro nos anos 2000

Falar sobre namoro nem sempre é um assunto fácil, mesmo para quem já acumulou experiência na vida. Nos dias atuais, tudo é diferente, embora a essência seja a mesma.
 
 
O que é namoro?
 
É uma relação amorosa recíproca, momento de cortejar, de desejar um ao outro, de interesse mútuo. É o momento da paixão e das ilusões: tudo se volta para o outro.
 
É lindo o tempo de enamorar-se, de estar junto, de conhecer um ao outro, com seus gostos e preferências. Namoro é a fase de aprender a se respeitar mutuamente. E o mais bonito é que Deus nos proporcionou esse período de aprendizado completo para um relacionamento sadio: cultivar a sinceridade, evitar o ciúme, falar o que passa pelo coração em relação às atitudes do outro, deixar claro o que  nos agrada e desagrada. Trata-se de um tempo para percebermos se o relacionamento nos trará algum prejuízo posterior, inclusive.
 
Neste tempo, nós vivemos em um período do “parecer”: charme, busca e novas descobertas. Mas, de tudo isso, o importante é a transparência de se dizer ao outro, de ir entrando em um diálogo mais profundo; é a transparência do falar e do sentir.
 
Não podemos confundir amizade íntima com amor. Não queira ganhar a pessoa de qualquer jeito. Não se entregue para consegui-la. Tenha coragem de dizer “não” nas horas íntimas do casal, porque essa atitude solidificará o namoro. No mundo de hoje, os relacionamentos são mais livres, mas também mais passageiros.
 
“A ocasião faz o ladrão”, dizem. Tudo começa pela oportunidade do lugar, daí o instinto se torna maior que a vontade, e, finalmente, dominados pelo desejo, chegam à relação sexual, sem terem dimensão das conseqüências. Primeiro, a pressa de fazer de qualquer jeito, já que o instinto ou carência superam o amor.
 
 
Após o gozo vem o medo da gravidez, da doença e da perda. Infelizmente, a mentalidade de hoje é oposta aos ensinamentos de Deus. O mundo aderiu ao “amor livre”. Não se conta mais a descoberta e o tempo para que o casal atinja o maior prêmio que Deus lhe deu: o ápice do ato sexual. O que vale é fazer de qualquer jeito.
 
Até as “boas famílias” vão aderindo à mentalidade mundana de só realizarem os casamentos depois que o casal tenha vida em comum por um determinado tempo, para ver se dará certo. O que é bom virou uma banalidade. O namoro é um período de relacionamento maduro, de se ter o gosto e a paciência de conhecer os limites e riquezas de cada um. É aconselhável evitar trazer para um novo namoro o que aconteceu em relacionamentos passados. Não ter receio de mostrar as próprias virtudes, em vez de concentrar a atenção nos atributos de um corpo sensual.
 
Ser uma pessoa carinhosa é fundamental no namoro. Diante do esfriamento, não termine logo, não brigue, porque isso gera insegurança e cria feridas imensas, difíceis de serem curadas. Um lindo amor ungido por Deus acaba em tristes desavenças, porque não respeitamos o tempo que Ele nos deu para o conhecimento a dois. Hoje, a palavra matrimônio não se traduz mais em virgindade, mas temos que pedir a Deus a sua misericórdia para iniciarmos tudo de novo e confiarmos: “Eis que faço novas todas as coisas”. Deus abençoe os namorados!
 
 
 
*Wellington Silva Jardim, co-fundador da Comunidade Canção Nova (www.cancaonova.com)
 
 

Crédito:Ricardo Abel e Heloísa Paiva

Autor:Wellington Silva Jardim

Fonte:www.cancaonova.com