Rio de Janeiro, 15 de Novembro de 2019

Namorar ou ficar? Eis a questão....

Namorar ou ficar? Eis a questão....
Nos dias de hoje, por incrível que pareça, namorar é considerado fora de moda.
É que tem o "ficar" onde tudo parece muito mais fácil, certo?
Talvez nem tanto.
 
No “ficar”, as pessoas se encontram, se atraem e acabam trocando beijos.
 
 
O “ficar” caracteriza-se pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidas: o que pode ou não pode é definido no momento em que o relacionamento acontece, de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”.
 
A duração do “ficar” varia: o tempo de um único beijo, a noite toda, algumas semanas.
 
Ligar no dia seguinte ou procurar o outro não é dever de nenhum dos envolvidos.
 
Ficar acaba torna-se atraente para a maioria das pessoas que imaginam ser possível curtir apenas o lado bom de namorar.
 
Sem responsabilidades, cobranças ou compromissos.
 
A partir disso o hábito de ficar acaba substituindo e muito o namoro, e a maioria das meninas prefere apenas trocar alguns carinhos a “encarar uma relação mais séria.
 
O problema é que às vezes bate uma carência, uma vontade de ter alguém...

A pessoa que “fica” constantemente dificilmente se envolve.
 
Chega uma hora em que é natural sentir vontade de ter alguém com quem sair, conversar, dividir bons e maus momentos, trocar beijos e carinhos, enfim, ter um relacionamento.
 
Algumas pessoas, às vezes, ficam com vários parceiros na mesma noite, às vezes em vários dias.
 
Parece que o ficar não quer dizer sempre uma intenção de namoro, e sim, uma atração física entre duas pessoas.
 
Podemos dizer que os resultados positivos do “ficar” superam os negativos, já que “ficar” possibilita que as pessoas avaliem maior número de parceiras do que se tivessem que namorá-las.
 
Se a atração física corresponder a uma experiência agradável, fica-se mais vezes com esta pessoa, e com a convivência pode surgir então o namoro.
 
 
A maior reclamação das pessoas quanto ao “ficar” é a superficialidade desse tipo de relacionamento.
 
“‘Ficar” implica na maioria das vezes uma grande intimidade sexual que pode não corresponder a uma maior intimidade emocional.
 
Embora, as pessoas tenham necessidade de serem ouvidas e de construírem relacionamentos marcados pela afetividade, encontramos muitas pessoas que não têm a disposição para ouvir e aceitar o outro.
 
Essa situação pode ter sido gerada pelo individualismo e pela competitividade.
 
Afinal, “ficar” não é uma mudança comportamental isolada, e sim o reflexo de uma sociedade composta por pessoas mais centradas em si mesmas, mais individualistas.
 
Uma dúvida: Por que então, às vezes, se fica com muitas pessoas na mesma noite?
Geralmente com pessoas dos mais variados tipos, será que a atração pode se estender a todo tipo físico? Somente a isso? Ou temos aqui outros aspectos?
 
 
Namorar é bom, mas tem que ser com alguém legal, que goste de você e tenha experiências e opiniões para compartilhar.
 
Se achar que apenas ficar não está fazendo bem, é melhor não ficar com ninguém, apenas ter calma e estar aberta para conhecer novas pessoas.
 
De repente, o primeiro namoro está mais perto do que a gente imagina.
 
 
Por isso, deixe o medo e a ansiedade de fora, na hora certa vai aparecer a pessoa ideal, aquela que mexe de um jeito especial com o coração da gente.
 
Como saber quando isso acontecer?
 
Não se preocupe, você não vai ter dúvidas.
 
É uma sensação difícil de explicar, mas muito fácil de reconhecer.
 
 
 
 
(*) Kátia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal.
CRP 06/41.454-3
(11) 5573-6979

 

Crédito:Sueli dos Santos

Autor:Kátia Horpaczky

Fonte:Universo da Mulher