Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2019

Menopausa x Andropausa

Com o passar do tempo ocorre um declínio natural da produção dos hormônios no organismo.  À essa queda denominamos “pausas”.

Em algumas pessoas podem ocorrer antes da idade esperada e, por isso, são chamadas de precoces. As mais conhecidas são a menopausa, andropausa e somatopausa.

De acordo com endocrinologista Claudio Ambrósio, com aperfeiçoamento em Endocrinologia e Metabolismo na Universidade de Harvard e professor convidado da Universidade da Califórnia, a somatopausa é a menos mencionada e consiste na queda dos níveis do GH (hormônio de crescimento), considerado muito importante na criança e no adolescente para o seu pleno desenvolvimento.

“Na fase adulta é essencial para a manutenção de várias áreas do metabolismo, seja do homem ou da mulher. Sua ausência pode ocasionar vários problemas como perda da massa muscular e óssea, dificuldades no aprendizado, alterações do humor e níveis de energia, dentre outros”, afirma o especialista.
 
A menopausa, por sua vez, ocorre no período do climatério, que é a transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo na mulher, ou seja, abrange a menopausa onde ocorre a diminuição da produção dos hormônios femininos na mulher, podendo causar alguns sintomas conhecidos, assim como os fogachos (ondas de calor), pele ressecada e outras alterações menos conhecidas.

Ainda segundo Ambrósio, a andropausa é o equivalente masculino da menopausa na mulher.

É quando ocorre a diminuição na produção dos hormônios masculinos, que geralmente acontecem na meia idade.

“A grande diferença é que, ao contrário da menopausa, os sintomas aparecem de forma lenta. Sendo assim, geralmente o homem não busca acompanhamento, pois não percebe a necessidade de reposição e, por conta disso, não se previne de maneira adequada. Os sintomas mais comuns são a queda da libido, diminuição da massa muscular, alterações no humor, perda de memória, dentre outros”,  diz o endocrinologista.

A abordagem terapêutica para todos esses casos pode variar desde a observação e acompanhamento, à realização de exames de sangue e densitometria óssea, entre outros, como também com reposição destes hormônios quando indicado clinicamente, avaliando a individualidade e necessidade de cada pessoa.
 


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Crédito:Luiz Affonso

Autor:Mirian Barbosa

Fonte:DMC21 COMUNICAÇÃO E MARKETING