Rio de Janeiro, 12 de Dezembro de 2017

Trabalhar em casa é o ideal

Hoje cada vez mais profissionais estão optando pelo trabalho em casa, seja pela comodidade ou flexibilidade de horário, para ficar próximo da família ou pela melhoria da qualidade de vida.
 
Sandra Lanza Panazzo, moradora do Residencial Parque dos Príncipes, é um dos exemplos dessa nova realidade.
 
Recente estudo, divulgado pela Cisco Connected World Report, mostra que a maioria dos profissionais, em 13 países diferentes, gostaria de trabalhar em casa.
 
Foram entrevistadas 2,6 mil pessoas. Dessas, 60% trocariam o escritório pela flexibilidade de horário e pelo conforto de exercer suas tarefas no lar.
 
 
No Brasil, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (SOBRATT), cerca de 10,6 milhões de trabalhadores exercem suas profissões fora do estabelecimento comercial.
 
São profissionais adeptos ao home office. Atividade cada vez mais comum entre os executivos que decidem montar o seu próprio negócio em casa ou aqueles que realizam o teletrabalho, ou seja, trabalham para empresas e executam suas tarefas nos seus próprios domicílios.
 
Existem também os que alternam os dias do trabalho no escritório e na residência. Esse é o caso de Sandra Lanza Panazzo, psicoterapeuta há mais de 20 anos, que nos últimos dois optou pela comodidade de atender seus pacientes em casa.
 
Moradora do Residencial Parque dos Príncipes, que fica entre as cidades de São Paulo e Osasco, Sandra decidiu pela mudança por causa da família e a flexibilidade dos horários.
 
“Poder cuidar do lar e dos filhos, trabalhar em um ambiente tranquilo e ganhar a qualidade de vida foi meu divisor de águas para atender no consultório montado em meu endereço”, exalta. Mesmo assim, a profissional divide suas atividades entre a residência e o consultório, ou vai até o cliente.
 
Se fosse para escolher, seria pelo atendimento dos meus pacientes apenas no meu domicílio, por causa da qualidade de vida no Parque, pela economia de tempo e de custos”, afirma. “Muitos de meus pacientes também moram no Residencial ou nas proximidades, então para eles é mais cômodo a ida à minha casa, então reservo datas específicas para atendê-los”, completa.
 
Para ela, também contribuiu para a implementação do home office, a localização, a segurança e a tranquilidade oferecidas no Parque dos Príncipes.
 
O local oferece farta vegetação e o monitoramento por equipes de vigilância e outras benfeitorias.
 
“Realizar minhas atividades ouvindo o canto dos passarinhos, vendo a paisagem verde e com proteção 24 horas, resultou em melhor qualidade de vida para meus familiares. Esses fatores foram fundamentais na minha escolha. Até meus clientes já perceberam a diferença”, afirma Sandra.
 
Segundo Sueli Franco, diretora Social da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP), que também é uma das pacientes da terapeuta, vários profissionais residentes no bairro mantêm seus escritórios em casa. São advogados, arquitetos, engenheiros, médicos, consultores que optaram pelo sossego da região.
 
Sueli soube do trabalho da psicoterapeuta há um ano. Desde esse período, frequenta o consultório de Sandra uma vez por semana e leva a família.
 
“O que me levou optar pelo atendimento na residência dela foi a comodidade e a redução de tempo de deslocamento, além da competência da profissional, é claro! Antes eu perdia duas horas toda vez que eu ia a uma clínica, agora levo apenas cinco minutos. Até recomendo para os outros moradores do Residencial”, declara.
 
Sobre as desvantagens do home office, Sandra diz que não existem, mas no início teve dificuldades de conscientizar seus dois filhos para separar o ambiente de trabalho da área da casa.
 
“Antes eles achavam que podiam participar de tudo a qualquer momento. Hoje sabem quando estou disponível”, expõe. Para não conflitar as atividades domésticas com a ocupação profissional, a especialista adotou uma estratégia:
 
“Procuro reservar a parte da tarde para o atendimento, pois sei que de manhã minha família vai precisar de dedicação”, explica.
 
“Ter um horário flexível e estar mais presente na educação dos filhos, acaba sendo mais vantajoso, o que eu não conseguiria se tivesse exercendo uma atividade fora do meu lar”, acrescenta.
 
Já as vantagens, para ela são várias: praticidade de levar as crianças à escola, cuidar da organização do lar e da alimentação da família, além de poder atender seus pacientes à noite, caminhar no Parque e ter mais aproveitamento de seu tempo.
 
“Perco quase duas horas no trânsito quando vou trabalhar na clínica. Em casa, basta descer a escada para chegar até o espaço que separei para o consultório”, evidencia.
 
 
 
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Redação

Fonte:Guia da Mulher