Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2017

Dia das Mães

O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão.

Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas.
 
Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.
 
 
Dados Históricos
 
A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica.
 
Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
 
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas.
 
Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
 
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República.
 
No Brasil, o primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918.
 
Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio.
 
Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
 
 
A História
 
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e mãe dos deuses.
 
Em Roma, as festas comemorativas deste dia eram dedicadas a Cybele, a mãe dos deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava, no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa), um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas.
 
Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar à casa e passar esse dia com a sua mãe.

À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa, passou-se a homenagear a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhe dava vida e o protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães, como a Igreja.

Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida, pela primeira vez, em 1872, por Julia Ward 

A maioria das fontes é unânime sobre a idéia da criação de um Dia das Mães. E esta partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães.
 
Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia das Mães, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade.
 
Ao longo dos anos, enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados, para as mães ainda vivas, e brancos, para as já desaparecidas – e que são hoje considerados, mundialmente, símbolos de pureza, força e resistência das mães.

Em Portugal, até há alguns anos, o Dia das Mães era comemorado em 8 de dezembro, mas atualmente  é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.

No Brasil, a  introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de Eula K. Long. Em São Paulo, a primeira comemoração ocorreu em 1921.
 
A oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
 
Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica, por determinação do Cardeal-Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.
 
 
 
 
 
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Luiz Affonso

Fonte:Universo da Mulher