Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2020

Sabedoria oriental

 

Mulher, a maior referência na cultura oriental

Julio Ganiko 


 

Apesar de parecerem patriarcais, algumas culturas orientais são totalmente matriarcais, ou seja, cultuam a Mãe Terra como símbolo de maior referência.

Outro aspecto da cultura oriental é a existência de duas forças opostas da natureza que se completam: o yang e o yin. O primeiro representa o sol, o dia, o introdutivo, o racional, o masculino.

Já a energia yin representa a lua, a noite, o receptivo, a emoção, o feminino.

A Terra é um planeta muito feminino, afinal este corpo celeste e o seu satélite - a Lua – são tipicamente yin (femininos). Contudo, é importante ressaltar que nada é integralmente yin ou yan: tudo contém a semente do seu contrário, equilibrando e potencializando a ação de ambas as energias.

No caso da mulher, seu mundo externo é yin, contudo ela também carrega internamente muito da força yang. Lembre-se: tamanha é essa força interna que só a mulher é capaz de gerar um filho.

É interessante lembrar ainda que a mulher atual está muito yang por fora, isto é, está disputando com o homem o comando e deixando de lado seu potencial yin.

Certamente é muito importante que a mulher continue conquistando esse espaço, porém sem nunca deixar de lado a sua feminilidade. Se isso acontecer, o yin perde força e fatalmente a mulher se tornará forte por fora e muito fraca por dentro, isto é, ocorre um desequilíbrio energético.

A mulher deve sim ser independente, ousada e profissional, mas sem se esquecer da sua auto-estima, da sua sensualidade, do seu amor maternal e, principalmente, de ser mulher. Mulher essa que tem o poder do mundo em suas mãos, basta saber usar esta força para ser feliz.

 

Feliz Dia da Mulher!

 

Julio Ganiko é consultor em terapias orientais e diretor do Spa Urbano Julio Ganiko, em Guarulhos. julio@spajulioganiko.com.br.

 

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Rosa Pellegrino

Fonte:Universo da Mulher