Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2017

Ejaculação Feminina. Mito ou Realidade?


Muita gente ainda desconhece o assunto, mas as mulheres também têm ejaculação
 
"Ela ocorre depois do orgasmo, numa relação em que a mulher esteja muito excitada", diz a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora do livro A cama na Varanda - Arejando nossas Idéias a Respeito de Amor e Sexo, lançado no ano passado pela Editora Rocco.
 
"É um líquido produzido pelas glândulas de Skene, que esguicha da uretra depois do orgasmo e não durante a relação sexual."
 
Segundo a sexóloga, apesar de pouco conhecida, a ejaculação feminina vem sendo estudada desde 1926, quando o médico Theodore Van Velde afirmava que algumas mulheres expeliam um líquido imediatamente após o orgasmo.
 
Durante anos foram feitas muitas especulações sobre o fato. Uma delas é a constante confusão feita entre o líquido ejaculado e a urina da mulher.
 
"Por falta de informação, muitos homens acreditam que suas parceiras não conseguem conter a urina depois da relação", diz Regina."Algumas são até aconselhadas a fazer tratamento para incontinência urinária." Regina conta que já recebeu em seu consultório homens que terminaram seus relacionamentos por julgarem muito estranho este costume de suas namoradas.
 
O passo decisivo para a compreensão da ejaculação feminina foi dado por pesquisadores escoceses que, nos anos 80, estabeleceram as diferenças entre o líquido e a urina.
 
Este líquido, que é expelido pela uretra, pode ter de 15 a 200 mililitros.
 
Por isso, não se desespere se, depois de uma relação sexual um pouco mais fervorosa, o lençol ficar todo molhado à sua volta.
 
É impressionante que, às portas do século XXI, ainda se questione a existência da ejaculação feminina.
 
Isso, graças à completa obscuridade em que se vê relegada a sexualidade da mulher.
 
Embora a ejaculação feminina seja uma descoberta mais revolucionária do que a do ponto G, é um fenômeno ainda desconhecido na nossa cultura.
 
Ela ocorre com mais freqüência quando esse ponto é estimulado, provocando orgasmos consecutivos na mulher.
 
O líquido límpido e transparente que esguicha da uretra, de repente e em jatos, é produzido nas glândulas de Skene e sua quantidade varia de 15 a 200 ml, podendo molhar bastante o lençol.
 
Não tem nada a ver com o líquido que lubrifica a vagina, permitindo a penetração, pois nesse caso seria produzido no início da relação sexual e não no auge do orgasmo.
 
No início da década de 80, a análise química desse líquido foi feita na Escócia, estabelecendo a diferença entre fluídos ejaculados e urina.
 
Entretanto, o desconhecimento da ejaculação feminina como conseqüência de um grande prazer sexual continua fazendo vítimas. Algumas vezes ela é confundida com urina, gerando sérios constrangimentos ao casal. Em outras, é mais grave ainda. J
 
á houve casos de mulheres que foram encaminhadas para operação porque seus médicos acreditaram tratar-se de incontinência
urinária.
 
Para haver a ejaculação o ponto G pode ser estimulado com o dedo ou com o pênis. Alguns autores consideram mais fácil no início que a estimulação seja feita com o dedo, num movimento para cima e para baixo.
 
A pressão do dedo pode ir aumentando, assim como a velocidade. Ao contrário do que os homens pensam, o clitóris não deve ser tocado para a mulher atingir o orgasmo ejaculatório.
 
A reação das pessoas em relação à ejaculação feminina varia da repugnância ao êxtase, da perplexidade à aceitação. Uma mulher de 27 anos relata o que sentiu quando ejaculou pela primeira vez:
 
"Quando aconteceu senti uma espécie de medo por não saber o que estava acontecendo. Estava com um ex-namorado que eu não via há um ano. Foi por acaso. Ele estava com o dedo dentro da minha vagina brincando, quando explodi por completo. Comecei a ter muitos orgasmos seguidos, acho que uns dez. Ele ficou muito espantado, perplexo mesmo, mas adorou. A cama ficou encharcada. Não dá para comparar com um orgasmo comum. Acho impossível existir no mundo um prazer físico que se aproxime deste."
 

Ejaculação Feminina

Nem todas as mulheres ejaculam e, mesmo as que o fazem, não ejaculam sempre, ela ocorre com maior facilidade pela estimulação do ponto G.
 
Considerando o ponto G um homólogo da próstata masculina, podemos entender por que o líquido que algumas mulheres expelem é similar ao do homem, sem conter espermatozóides.

 

Historia da ejaculação feminina
 
Embora até hoje ainda muitos afirmam que a ejaculação feminina é uma lenda ou mito, a ejaculação feminina é um fato observado em laboratório e descrito por Aristóteles e na medicina grega da antiguidade, que acreditava que o líquido expelido era importante na fecundação (Cláudio Galeno 131 - 200).
 
A ejaculação feminina está descrita em várias culturas, por exemplo nos rituais tântricos da Índia.
 
O anatomista italiano da Renascença Realdo Colombo (1516 - 1559) referiu a ejaculação feminina quando ele explicou as funções do clitóris.
 
E o anatomista holandês Reigner de Graaf (1641 – 1673) descreveu a mucosa membranosa da uretra em detalhes e escreveu que "a substância podia ser chamada muito adequadamente de prostatae feminina ou corpus glandulosum' (...).

Em 1926, o médico e sexologista holandês Theodoor Hendrik van de Velde (1873-1937) publicou um manual sobre o casamento, onde mencionava que algumas mulheres expelem um líquido durante o orgasmo.
 
Em 1950, o sexólogo alemão Ernst Gräfenberg (1881-1957) descreveu detalhadamente a ejaculação da mulher em relação ao prazer:
 
"Esta expulsão convulsiva de fluidos ocorre sempre no apogeu do orgasmo e simultaneamente com ele. Se se tem a oportunidade de observar o orgasmo dessas mulheres, pode-se ver que grandes quantidades de um líquido límpido e transparente são expelidas em esguichos, não da vulva, mas pela uretra (...). As profusas secreções que saem com o orgasmo não têm um objetivo lubrificador, pois nesse caso seriam produzidas no início do coito e não no auge do orgasmo."
 
Cultura sexual

Antropólogos relataram rituais de puberdade na tribo batoro de Uganda, onde a ejaculação feminina tem um papel importante num costume chamado "kachapati", que significa "aspergir a parede". Nele, a jovem batoro é preparada para o casamento pelas mulheres mais velhas da aldeia, que lhe ensinam como ejacular.
 
No Japão a ejaculação feminina é chamada "shiofuki", uma palavra que também é utilizada para a fonte que sai do buraco de respirar no alto da cabeça das baleias.
 
Todas as mulheres podem ejacular, a questão é que a grande maioria nem sabe que isso é possível, portanto, quando a cultura sexual numa sociedade reconhece a existência ejaculação feminina, um número maior de mulheres desenvolverá essa capacidade.
 
Se algumas mulheres têm mais sensibilidade no ponto G, e uma conjunção de fatores psicológicos, biológicos e sociais e o conhecimento do próprio corpo, então haverá maior probabilidade de ocorrer o fato, embora não se deva esperar ver uma ejaculação similar à masculina, uma vez que a própria anatomia feminina é diferente
 
Ejaculação no Pornô
 
Cada vez mais o cinema pornô utiliza esse fetiche de mostrar mulheres ejaculando.
 
São séries e mais séries de filmes que mostram mulheres em seu prazer extremo.
 
Existe também vários sites especilizados no gênero. As principais atrizes desse fetiche tão popular atualmente:
Cytherea (considerada a rainha da ejaculação), Avy Scott, Sophie Dee, Briana Banks, Flower Tucci, Nikki Hunter, Tianna Lynn, Dasha, Fallon, Alisha Klass, Annie Body, Missy Monroe, Lily Thai, Ariana Jollee e Jada Fire
 
 

Crédito:Fatima Nazareth

Autor:Redação

Fonte:Universo da Mulher