Rio de Janeiro, 29 de Março de 2017

Prazeres secretos. Como definimos?

A arte de amar

Prazeres secretos. Como definimos?

Por mais que a maioria das pessoas se omita, as fantasias masturbatórias existem e têm o seu valor na atividade sexual de cada um. Mesmo num relacionamento de compromisso, quase todos nós continuamos a nos interessar por outras pessoas. A única diferença é que uns reprimem esse desejo latente e outros não.

É inevitável um flerte quando ele acontece de repente, ou mesmo o pensamento em uma relação passada que proporcionou muito prazer. Nessas horas, a fantasia surge forte e independente da nossa vontade.

Não se deve deixar a culpa invadir o pensamento, pois isso nada tem a ver com traição. Esses desejos nos são naturais e espontâneos. Uma das formas mais construtivas de reconhecer esse fato e encará-lo e tentar resolver a confusão que surge na cabeça. O jeito mais prático é incorporar essas pessoas nas fantasias masturbatórias. A chance de se viver mentalmente fantasias que não incluem o parceiro deve ser aproveitada.

Imagens sensuais

Muitos jovens inexperientes não tem idéia da realidade do sexo. As revistas pornográficas, que os adolescentes costumam usar para se masturbação, podem ser a primeira dica do corpo feminino para eles. E embora seja um meio útil de aprendizado, existem argumentos contra essas publicações. É possível que as garotas mostradas nessas revistas causem nos homens e nas mulheres expectativas pouco realistas, Elas podem levar os homens à decepção e as mulheres a sentimentos de inadequação. Alega-se também que as modelos apresentadas desagradam a mulher em geral e promovem um aprendizado falso e nocivo nos homens.

Muitas mulheres se exercitam com essas revistas porque se identificam com as modelos. Entretanto, elas se excitam mais com histórias de sexo do que com fotografias. A sedução sugerida nessas histórias é muito mais excitante para elas do que a imagem visual de sexo explícito. Aí ficam claras as diferenças entre a educação que se dá ao homem e à mulher.

A masturbação nos relacionamentos

A masturbação não se interrompe quando começamos a fazer sexo. No relacionamento amoroso, é muito comum que ambos se masturbem durante o ato sexual, mas os casais ainda a consideram uma atividade secundária.

O maior valor da masturbação é que ela supera a vontade de se procurar outras pessoas quando a satisfação sexual é incompleta. Muitas vezes o casal entra em crise e pára de fazer sexo. Nessas horas, a masturbação pode ser a alternativa ideal. Existem também casos de doença, de viagem de um dos parceiros ou o simples fato de não se estar a fim.

Masturbação e vida sexual ativa estão bastante ligadas. As mulheres que vivem um relacionamento sexual satisfatório, masturbam-se muito mais do que os homens na mesma situação.

 

 

 

 

Celso Fernandes, jornalista, escritor.

blog: http://modarougebatom.blog.terra.com.br

http://celsocolunista62.wordpress.com

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Celso Fernandes

Fonte:Universo da Mulher