Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2020

Gravidez e realidade

A reprodução humana ganhou, na última década, aliados sem precedentes na medicina. “Novas técnicas de fertilização foram implementadas, profissionais se reciclaram, pesquisas foram bem sucedidas e novas substâncias passaram a integrar o dia-a-dia de clínicas, hospitais e profissionais de saúde”, é o que afirma dr. Newton Eduardo Busso, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana e um dos diretores do Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social.
 
De acordo com o médico, hoje, a realidade é um pouco mais reconfortante para as mulheres que pretendem engravidar. “Tratamentos à base de hormônios, a revolucionária fertilização in vitro (FIV) e outras técnicas mais acessíveis, como o processo de fertilização por ciclo natural ou espontâneo - fecundação estimulada a partir do único óvulo produzido a cada mês - são alternativas viáveis e, porque não dizer, vitoriosas”, aponta dr. Busso.
 
O especialista lembra que a técnica de fertilização “in-vitro”, popularmente conhecida como “bebê de proveta”, já possibilitou o nascimento de mais de um milhão de bebês, nos últimos 25 anos, data do primeiro procedimento. “As mulheres que não tinham nenhuma possibilidade de ter um filho, atualmente, têm 50% mais chances de engravidar”, comenta.
 
Se de um lado a medicina avançou, aumentando as chances de gravidez das mulheres com problemas de infertilidade, por outro, ainda há entraves sociais, burocráticos e, principalmente, financeiros que precisam ser mais bem equacionados, tanto pela rede pública de saúde, quanto pela medicina privada. “O SUS (Sistema Único de Saúde), que desde 1988, determina o acesso universal dos brasileiros a exames, consultas, cirurgias e assistência farmacêutica, ‘engatinha’ em quesitos elementares e ainda deixa a desejar sob diversos pontos de vista”.
 
Segundo dr. Busso, o principal problema é econômico. “Não há recursos suficientes; na seqüência, vem o aspecto social: cada vez mais brasileiros migram para a rede pública, acuados pelo desemprego e pelo achatamento dos salários, que acabam afastando a saúde das prioridades do orçamento familiar”, salienta.
 
De acordo com o especialista, por esses e outros motivos, seria difícil imaginar, neste momento, que o sistema público de saúde pudesse direcionar seus parcos recursos no incentivo a programas e métodos de fertilização. Ele ressalta que, no Estado de São Paulo - que detém uma das maiores receitas orçamentárias do país - poucos são os hospitais que oferecem tratamentos gratuitos. “O único a disponibilizar o procedimento, sem absolutamente qualquer custo, incluindo medicamentos, é o Hospital Pérola Byington, da Secretaria Estadual da Saúde, especializado em saúde da mulher. Os demais hospitais credenciados pelo SUS, no país, incluindo o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - maior complexo hospitalar da América Latina -, normalmente oferecem o método de fertilização, mas não os remédios, que custam caro”, afirma o médico, que complementa: “Evidentemente, há espaço para avanços, e acreditamos que os gestores da rede pública buscam alternativas viáveis para garanti,r à mulher, o direito de ser mãe; mas ainda há uma lacuna significativa entre o real e o ideal”.
              
A solução mais eficaz, sob o aspecto de urgência que o assunto suscita, é a organização da medicina privada em torno de planos que facilitem o acesso a tratamentos de infertilidade. Foi pensando nisso que um grupo de médicos se uniu para oferecer os tratamentos, adequando os custos dos mesmos às condições sócio-econômicas dos casais. É o Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social.
 
 
Sobre o Projeto Beta
 
O Projeto Beta - primeiro centro especializado em medicina reprodutiva privado a tratar a infertilidade com responsabilidade social - disponibiliza profissionais para tratar do assunto. O objetivo é oferecer soluções para problemas de fertilidade aos cerca de 15% dos casais que enfrentam dificuldades em obter gestação e muitas vezes acabam desistindo do sonho de terem filho devido à escassez de tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
 
Ao adequar o custo do tratamento à classificação social de cada casal, o Projeto Beta atende grande parte do público que não tem condições de pagar pelo tratamento, nas clínicas particulares, e que não encontram atendimento na rede pública.
 
É formado por um grupo de 50 profissionais da área de saúde e trata-se de uma iniciativa pioneira liderada pelos médicos: Elvio Tognotti (médico assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Jonathas Borges Soares (Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida); Nelson Antunes Junior (responsável pelo departamento de reprodução humana da Faculdade de Medicina do ABC); Newton Eduardo Busso (professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa); e Sidney Glina (presidente da Sociedade Brasileira de Urologia).
 
Com uma equipe multidisciplinar, formada por biólogos, embriologistas, ginecologistas, urologistas e enfermeiros, o Projeto Beta busca oferecer excelência no atendimento de casais inférteis e encontrar uma solução eficaz para o problema específico de cada um, utilizando estratégias que facilitem o acesso a tratamentos de infertilidade.
 
O Projeto realiza palestras gratuitas e orienta os casais sobre os tipos de tratamento oferecidos. Além disso, os casais podem tirar dúvidas com especialistas e passar por consultas, ultra-sonografia e análise seminal criteriosa. Após a escolha do melhor tratamento para o caso, são encaminhados à assistente social. Nessa etapa é realizado estudo para a adequação do custo do tratamento ao perfil sócio-econômico dos casais.
 
O local das palestras é a avenida Angélica, 688 - auditório do primeiro andar - bairro Higienópolis, São Paulo. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 3826-7017, de segunda a sexta, a partir das 14h00. A próxima será no dia 20 de maio.
 
 
 
 
 

Crédito:Fatima Nazareth

Autor:Flávia Popov

Fonte:tdpo)) Comunicação Inteligente