Rio de Janeiro, 05 de Junho de 2020

Pesquisa traça o perfil dos pais de alunos da rede privada

Pais pertencentes às classes A e B não medem esforços para manter os filhos na rede privada de ensino.

Eles priorizam a qualidade na educação e sonham ver seus filhos em universidades públicas, mas o problema das drogas também assombra a camada mais privilegiada do país. As conclusões fazem parte da primeira pesquisa realizada com famílias que possuem filhos matriculados na rede particular de ensino.

O levantamento, encomendado pelo Sistema Anglo de Ensino e aplicado pelo Instituto Pró-Pesquisa, envolveu 16 mil pais de alunos de quase cem escolas da rede particular. Eles responderam, entre os dias 25 e 30 de agosto, a um questionário que analisou aspectos como estrutura familiar, situação sócio-econômica, expectativas em relação ao futuro dos filhos e ao país, além dos temas drogas, educação, carreira, violência, entre outros.

A amostra, segundo explica o coordenador da pesquisa e assessor de marketing do Sistema Anglo de Ensino, Francisco Lopes da Silva, representa fielmente o universo de cerca de 4 milhões de famílias incluídas nas classes média e alta. 

A iniciativa do Sistema Anglo  faz parte de um projeto implantado pela empresa no início deste ano, com o intuito de traçar o perfil das pessoas ligadas à rede privada de ensino no País – alunos, pais e professores. Em maio, foi divulgada a primeira parte do projeto – um estudo realizado com 56 mil alunos das classes A e B. Desta vez, serão ouvidas as famílias desses estudantes e, posteriormente, os professores da rede particular.

 
*Pontos relevantes da pesquisa:
 
47,7% possuem renda familiar mensal de até R$ 2,5 mil, sendo que, em 48,5% dos casos, tanto o pai quanto a mãe compõem a renda;
as mães possuem maior grau de instrução do que os pais – 36,1% delas têm curso superior completo, contra 33,3% dos pais;
 
32,4% desejam ver o filho cursando uma universidade pública; 24,7% esperam vê-lo nas melhores universidades, mesmo que se trate de instituição particular;
 
74,1% apontam “qualidade de ensino” e “bons professores” como os fatores mais importantes na hora de escolher a escola dos filhos;
 
68,9% indicaram o problema das drogas nas escolas como o principal fator que os levaria a tirar o filho da instituição de ensino; 43,8% apontaram o aumento nas mensalidades;
 
72,4% gostariam de obter mais informações sobre drogas pesadas, como cocaína, crack e ecstasy, para lidar com o assunto no núcleo familiar; a grande maioria (71,6%) também espera que a escola realize campanhas de combate às drogas e programas de orientação aos alunos;
 
Na opinião dos pais, a profissão que tem maior credibilidade é a de “médico”, com 51% das respostas; em seguida aparece “professor”, com 43%;
 
48,2% se dizem otimistas em relação ao futuro do(s) filho(s) e também ao futuro do país;

Crédito:Juliana Miranda

Autor:Juliana Miranda

Fonte:Universodamuilher