Rio de Janeiro, 15 de Dezembro de 2017

Quando tudo se acaba!

Você já parou para pensar por que buscamos relacionamentos estáveis, com uma mesma pessoa?
Ou ainda, será que esta pessoa está sendo sincera conosco e não está nos traíndo pelas costas?
Será um instinto que nos dirige ao sofrimento sem que tenhamos consciência deste fato?
De que estamos sendo enganados a cada resposta pela pessoa que amamos?
 
 
Para compreender estas questões, podemos partir da premissa de que nosso amadurecimento baseia-se em ligações afetivas: nosso primeiro vínculo amoroso surge a partir do nascimento, momento em que mãe e bebê se relacionam como um único ser. 
 
Esta simbiose também está presente no processo da "paixão".
 
A propósito, identificamos um apaixonado como alguém que está vivendo intensamente a sensação de um encontro perfeito, no qual não há frustração, tudo é "lindo".
 
Além disto o apaixonado tem a expectativa de ter seus desejos adivinhados pelo parceiro tal como já ocorreu em sua primeira relação simbiótica.
 
Vive-se assim até que não seja mais possível manter o sonho de que se estava em um paraíso.
 
Por outro lado, a percepção de que somos separados do outro nos traz angústia, pois notamos que somos sós e precisamos do outro.
 
Para muitos apaixonados, a autonomia do parceiro é motivo de angústia.
 
Não é raro o casal desenvolver uma espécie de dependência mútua (falta de autonomia) na relação afetiva que, ao contrário de protegê-lo, acaba expondo os parceiros à insegurança e ao medo.
 
Precisamos aprender a viver em mútua interdependência.
 
Ok, alguém precisa de você  e você precisa de alguém.
 
No entanto isto não significa que você não possa tomar conta de sua vida e que não encontre soluções para seus problemas.
 
 
Quem muda quem ?
 
Vale lembrar que a excessiva preocupação para que o outro mude também pode criar uma dependência (simbiose).
 
Quando nos preocupamos demais com a mudança do parceiro, tiramos dele a capacidade de pensar e elaborar sua própria vida.
 
Muitas pessoas permanecem a maior parte de suas vidas lutando pela mudança do outro e esquecem de si mesma.
Pare para pensar: se você espera as mudanças do outro, é bem provável que ele mantenha a mesma expectativa em relação a você, isto é, nenhum dos dois irá se modificar na relação.
 
Quando você tenta mudar o outro e não consegue, deve pensar: Por que não estou conseguindo?
 
De que realmente meu parceiro precisa?
 
Conheço suas limitações?
 
Estou dando o tempo certo ao seu crescimento?
 
Se ele continuar assim, o relacionamento via durar por quanto tempo? (…)
 
Normalmente, a pessoa que insiste na mudança do outro é quem se cansa primeiro com este tipo de situação, uma vez que ele deixou de atender suas necessidades e perspectivas de vida.
 
No momento em que você pensa "Cansei de lutar para fazê-lo compreender isto ou aquilo" está desistindo tanto dele como de você.  (…) 
 
Se o relacionamento ainda valer a pena, evite esperar mudanças alheias;  seja ativo no processo, iniciando sua própria transformação. 
 
Pode ter certeza de que muitas situações complexas começam a ser solucionadas exatamente a partir do momento que resolvemos agir e lidar com os fatos de uma maneira nova e diferente.  

Quem eu quero não me quer. Quem eu quero me engana e mente.
 
Muitas vezes as pessoas estão se perguntando por que estou amando esta pessoa se ela mente?
Estará a outra pessoa falando sempre a mentira?
 
Ou não estamos percebendo o nosso próprio companheiro está nos traindo?
 
Quando um relacionamento amoroso entre um homem e uma mulher acaba e a separação não foi devidamente trabalhada é possível que o inconformismo com a perda não elaborada leve um ou o outro a forçar a reconciliação.
 
A eminente recusa de qualquer das partes ou insistência de um dos dois, poderá levá-los à conclusão: "Quem eu quero não me quer".
 
As perdas mal elaboradas de nossa infância emergem do nosso inconsciente invadem nossa consciência e as re-vivemos.
 
Parece que há uma regressão neste estágio dos acontecimentos.
 
Em alguns casos, conteúdos de abandono e rejeição emergem e tendem a persistir por algum tempo.
 
O ato de ser amado é muito sublime, mas se um homem e uma mulher resolvem se separar é preciso uma preparação com compreensão e aceitação do fato que esta acontecendo.
 
É possível separar-se bem.
 
A compreensão consiste em saber que a decisão da vida do outro cabe somente a ele.
 
Encontrar defeito no outro é apenas uma forma cômoda e falsa de tentar esquece-lo.
 
Procure as qualidades mesmo que seja para descobrir que você não as soube valorizar.
 
Este é um momento de aprendizagem.
Respeitar a decisão do outro em nos deixar é um ato de sabedoria e muita coragem.
 
Se alguém persiste em querer quem não o quer, esta se machucando, se mutilando.
 
Essa pessoa precisa se acariciar e amar a si mesma.
 
A felicidade não é uma conquista, é um direito do ser humano.
 
Na busca de felicidade nos deparamos com obstáculos, medos, fobias, mas nestes momentos, o sofrimento pode ser amenizado pela conexão com o que é real.
 
A Mentira é a pior coisa que pode haver em um relacionamento.
 
Ela drestrói toda relação e cria uma imagem muito negativa de quem mente.
 
Você é um ser de amor, portanto tem o direito de amar e ser amado.

 

 

 

 

 

 


 
 
 
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Katia Cristina Horpaczky

Fonte:Katia Cristina Horpaczky