Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2018

Brasileiros maduros são bons de cama

Brasileiros maduros são bons de cama
Estudo divulgado em Londres pela Real Academia de Medicina revelou que o Brasil é o recordista em freqüência de sexo em pessoas desta faixa etária.
 
A pesquisa analisou o comportamento sexual de 26 mil pessoas em 28 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, França, Japão e China. Do total, 54% dos homens e mulheres consultados alegaram fazer sexo uma ou mais vezes por semana.
 
No Brasil, este índice foi de 75%.
 
A França veio em segundo lugar, com 70%. E o Japão ficou em último, com apenas 21%.

Em entrevista a imprensa, o epidemologista Edson Duarte Moreira Junior, um dos responsáveis pela pesquisa, disse que os resultados surpreenderam.
 
“Os entrevistados foram realmente sinceros. Eles não costumam mentir em pesquisas”, disse. Perguntado sobre o exibicionismo dos brasileiros quando o assunto é sexo, o Moreira afirmou: “Não há exibicionismo na intimidade, há franqueza”. O pesquisador disse que as perguntas eram individuais. A pesquisa revelou que os brasileiros são ‘campeões’ na freqüência do sexo.

Sexo é fundamental

Segundo o pesquisador, 80% das pessoas entrevistadas, em 28 países, revelaram que sexo é mesmo fundamental.
 
“Neste caso, a pesquisa serve para ressaltar como o sexo pode influenciar o comportamento, a personalidade e a saúde de um indivíduo”, disse. Segundo o pesquisador, a falta de sexo pode acarretar problemas como baixa auto-estima, dificuldades no convívio social e baixo rendimento no trabalho. “É mais uma evidência que a falta de sexo não se restringe a discussão entre os parceiros”, explicou.
 
Segundo o pesquisador, no trabalho, um indivíduo que sofre de problemas sexuais pode apresentar um quadro de tristeza, retração, insegurança e sentimento de inferioridade.

Brasil também é ‘campeão’em desejo

O Brasil também teve bom desempenho em desejo.
 
“Foi o país que apresentou a menor taxa de falta de desejo também”, disse.
 
A explicação para este ‘calor’ brasileiro estaria atrelada a fatores culturais. “Nós somos uma ‘panela de etnias’”, definiu. A França foi a segunda colocada em quase todos os quesitos. “É um país com tradição de liberdade, desde a Revolução Francesa”.
 
Já os EUA surpreenderam não encabeçando a lista. “Lá a ambigüidade é muito forte. Sentimos que há uma mistura de liberdade e puritanismo”, disse.

Religião não influencia o sexo

Segundo Moreira, 2/3 dos entrevistados disseram que a religião não influência a prática sexual.
 
“Esperávamos encontrar uma influência muito maior”, afirmou. Ele revelou que nem nos países asiáticos mais radicais, os pesquisadores encontraram uma força religiosa capaz de inibir o sexo.
 
“Em quatro paredes, as pessoas deixam as concepções e religiões um pouco de lado”, concluiu.

Falta educação sexual

Além de descrever a freqüência sexual, a pesquisa servirá de apoio para os médicos tratarem os distúrbios sexuais.
 
Os pesquisadores descobriram que apenas 8% dos médicos no mundo perguntam aos pacientes sobre desempenho sexual. “E olha que, 70% dos entrevistados gostariam de falar sobre o assunto com os médicos”, disse.
 
Moreira disse que, ainda este ano, poderá ser criada uma cartilha, baseada na pesquisa, para médicos e pacientes.
 
 
 

Crédito:Anna Beth

Autor:Anna Beth

Fonte:Universo da Mulher