Rio de Janeiro, 18 de Novembro de 2018

Quem se submete à cirurgia da obesidade quer ficar de bem com o espelho e a saúde

NOVAS FORMAS 

         Quem se submete à cirurgia da obesidade quer fazer as pazes com o espelho e com a saúde, e recorrer à plástica para dar alguns "acabamentos" que eliminem os excessos de pele pode fazer parte desse processo.

         As cirurgias de emagrecimento são apenas o primeiro passo de quem está obeso e deseja resgatar a saúde e a autoestima. Depois da perda de peso desejada, a maioria dos pacientes precisa dar retoques com a cirurgia plástica. E nesse caso, não se trata apenas de uma intervenção estética, mas essencial à saúde.

         São várias as opções de cirurgias para perda de peso, indicadas para pessoas obesas que têm a saúde prejudicada pelo excesso de peso e gordura corporal, como redução do estômago, balão intragástrico, banda gástrica, entre outras.

Todas têm por objetivo a perda de peso (ou melhor, de muito peso).

E assim que conquistado o resultado desejado, o espaço que antes era preenchido por tecido adiposo fica vazio, o que deixa pele sobrando. Esse tecido excedente é antiestético, além de ser prejudicial à saúde. "Os locais mais comuns são as coxas, braços e o abdômen. Outras áreas acometidas são o tórax (região mamária), costas e face", avalia o cirurgião plástico Cláudio Bicudo, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

         Para cada região, há uma técnica diferente de cirurgia. Porém, mesmo quando há indicação para o procedimento em mais de uma área, nem sempre eles podem ser realizados em um mesmo tempo cirúrgico; as condições clínicas é que irão determinar, já que plásticas em áreas extensas debilitam demais o organismo. 

Cuidados especiais 

         Já que a perda de peso resultante da cirurgia de emagrecimento não é imediata, a recomendação é esperar que o peso esteja estabilizado antes de encarar as correções, o que costuma demorar de um a dois anos.

O paciente precisa ter em mente que nem sempre o resultado desejado aparece com apenas uma intervenção - e isso é comum. "É preciso complementar as cirurgias, já que estamos fazendo ajustes na quantidade e distribuição de pele.

Como dito anteriormente, em alguns casos há necessidade de vários procedimentos que nem sempre podem ser feitos todos de uma só vez", alerta o cirurgião.

         Por tratar-se de pacientes ex-obesos, pode-se pensar que os riscos de saúde aumentam, mas isso não é necessariamente o que acontece.

"O risco não está ligado ao fato de a pessoa ter sido obesa, mas às condições atuais em que o paciente se encontra e seu histórico pessoal. Alguns tipos de cirurgia de estômago podem trazer conseqüências, como deficiência para absorver ferro, proteínas e outros nutrientes. A falta desses nutrientes tem de ser levada em conta para o risco cirúrgico e, se necessário, corrigidas antes da cirurgia plástica”, complementa Bicudo. 

Cirurgias para as regiões afetadas pelo excesso de pele: 

Lifting facial

Região afetada: rosto

A técnica atua sobre a pele e musculatura faciais, eliminando o excesso de tecido que provoca a flacidez. A incisão é feita abaixo da costeleta, contorna a orelha e termina atrás da mesma. Por ela, o médico descola a pele, traciona e remove o excesso.

A paciente precisa estar preparada para o pós-operatório, pois é comum o rosto ficar com edemas, equimoses e hipersensibilidade ou insensibilidade em algumas áreas. Tudo isso desaparece com o passar do tempo. As orientações pós-operatórias incluem evitar a exposição direta ao sol e qualquer tipo de atividade física por 3 semanas. 

Mamoplastia redutora

Região afetada: seios

Para eliminar a flacidez nessa área, é feita uma incisão em forma de T invertido ou L que serve de acesso aos tecidos internos. Ali, o profissional retira o excesso de glândula mamária e gordura (quando for o caso) e também elimina a pele excedente.

Por fim, a glândula mamária é posicionada no centro, dando projeção e ajudando na ptose, e a aréola é reposicionada.

No período de recuperação, a paciente terá os movimentos limitados, já que não é permitido movimentar e levantar muito os braços por um período de uns dois meses. Também é indicado evitar esforços físicos por 60 dias e não se expor diretamente ao sol por três meses.

O uso de sutiã modelador é essencial e deve ser contínuo por dois meses. 

Dermolipectomia

Região afetada: braços e coxas

A incisão dessa cirurgia tem cerca de {C}10 a 30 centímetros e é feita na parte interna do braço (da axila ao cotovelo), no caso dos braços; nas pernas ela é feita na virilha podendo se estender em direção ao joelho.

Por esse corte, o cirurgião retira o excesso de pele e ajusta o restante novamente.

Os movimentos em braços e pernas, dependendo de onde for realizada a cirurgia, são limitados por um período de duas semanas a 15 dias. As atividades físicas e a exposição solar só serão liberadas após 1 mes ou recomendação médica. O uso da cinta cirúrgica é essencial e deve ser por um período de dois meses. 

Abdominoplastia

Região afetada: abdômen

Toda a intervenção é realizada através de uma incisão feita um pouco abaixo da linha do biquíni, bastante similar à feita na cesárea ou poderá ter uma forma em ancora nos casos mais severos de flacidez abdominal.

Por ali, o cirurgião plástico elimina o excesso de gordura e pele, reacomoda os músculos e finaliza tracionando e reposicionando o tecido. Depois de realizada a cirurgia, a paciente precisará passar por um repouso que dura, em média, 15 dias.

Também faz parte dos cuidados básicos desse período usar um dreno abdominal por cerca de cinco a sete dias. O retorno às atividades normais, como trabalhar, só pode acontecer depois de 30 dias. Praticar exercícios físicos, assim como dirigir, só está liberado após 30 dias.

 


Crédito:Cri Padilha

Autor:Mariana – dmc21

Fonte:Universo da Mulher