Rio de Janeiro, 10 de Julho de 2020

Dúvidas sobre as próteses de silicone

 

 

Dúvidas muito comuns sobre as próteses de silicone

 

 


Muito empregado nas cirurgias plásticas de seio, nádegas e panturrilhas, o silicone ainda provoca uma certa desconfiança e algum temor em algumas pessoas. “Não há motivos para isto. Se o material for utilizado da forma correta, obedecendo aos critérios médicos, o silicone, em si, não representa ameaça alguma ao organismo”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, em São Paulo. 

 

O silicone empregado, hoje, nas próteses é seguro, garante o médico. “Para pessoas saudáveis, depois da puberdade, as contra-indicações são pouquíssimas. O silicone não é indicado para pacientes que apresentam alguma doença imunológica, mais pelas conseqüências cirúrgicas do que pelo material em si”, explica o médico.

 

Também não há nenhum problema em colocar as próteses de silicone nos seios e engravidar. O silicone não impede ou atrapalha a amamentação. “As próteses são colocadas abaixo das glândulas mamárias”, diz o especialista.

 

 Validade das próteses 
Outro questionamento recorrente sobre o silicone é sobre a validade das próteses de silicone. “Quanto a este ponto, antes que a paciente se submeta à cirurgia, é preciso que o médico esclareça que uma prótese de silicone não dura por toda a vida. O tempo de vida útil de uma prótese é algo imponderável e completamente individual. É preciso entender que o corpo encara a prótese como um transplante, e, em alguns casos, há rejeição à prótese de silicone”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado.

 

 

O médico conta que, em algumas vezes, acontece o encapsulamento da prótese pelo próprio organismo, “ou seja, o corpo cria um invólucro contra a prótese, deformando o seu formato. Esta reação do organismo pode causar dores e muito desconforto, fazendo com que a paciente procure novamente o cirurgião plástico para uma reavaliação”, diz o diretor do Centro de Medicina Integrada. 

“De uma maneira geral, aconselhamos que a cada ano após o implante, se faça uma revisão da prótese, pois a troca também pode se tornar necessária  em função da flacidez da pele ou do reposicionamento dos seios. Por exemplo, depois de uma gestação, o corpo da mulher passa por uma série de transformações, a troca da prótese pode ser feita para devolver o equilíbrio à silhueta”, explica Ruben Penteado.

 

No passado, conta o médico, os problemas com as próteses de silicone eram mais freqüentes, hoje, eles diminuíram bastante, mas isso não significa que o controle anual possa ser deixado de lado. Através de um exame de ressonância magnética ou da ultra-sonografia é possível checar a integridade das próteses e sua segurança. Esse tipo de procedimento evita aborrecimentos futuros e garante um tempo de durabilidade maior aos implantes.

 

 Tamanho é questão de bom senso 
E quando o assunto é o tamanho das próteses, segundo o médico, o que deve prevalecer é o bom senso. “Não há um limite definido para o tamanho da prótese de silicone a ser implantada. A questão a ser considerada é se a prótese escolhida é compatível com o biotipo da paciente”, explica o cirurgião plástico.

 

 


SERVIÇO:

 

 

Centro de Medicina Integrada
Endereço: Rua Tuim, 929
Moema
São Paulo-SP
Tel: (11) 5535 0830
www.medintegrada.com.br

Crédito:Cris Padilha

Autor:Márcia Wirth

Fonte:Universo da Mulher