Rio de Janeiro, 16 de Dezembro de 2017

Bumbum não é mais a preferência nacional

Busca por próteses mamárias lidera o ranking de cirurgias estéticas femininas no Brasil

País é o segundo na liderança mundial de plásticas com quase 2 milhões e meio de procedimentos em 2016, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética

A tradição do bumbum brasileiro está abrindo espaço para outro queridinho, pelo menos no gosto feminino: os seios. Apesar das técnicas inovadoras da medicina estética, que prometem melhorar a aparência dos glúteos, tonificando, eliminando celulites e estrias, e até aumentando o tamanho, o sonho de consumo das brasileiras são os seios perfeitos.

Para quem quer turbinar o decote não existe dieta, exercício ou procedimentos em clínicas de estética que resolvam, o caminho é a cirurgia plástica.

Apesar de cada vez mais queridinho entre as mulheres, o procedimento de colocação de próteses de silicone continua sendo uma intervenção cirúrgica e exigindo responsabilidade e cuidados específicos.

A decisão pelo silicone não pode ser feita por impulso e deve começar na escolha de um profissional especializado. Muito mais do que realizar o procedimento, o médico vai auxiliar a paciente na escolha do tipo, formato e tamanho mais adequados para o seu biótipo. Além de garantir um resultado melhor, o olhar técnico ajuda a evitar exageros que podem gerar arrependimento.

O cirurgião plástico Márcio Walace alerta para os principais pontos de atenção que a mulher deve ter desde a decisão pelo silicone até a sala de cirurgia:

“É fundamental que a paciente tenha uma consulta adequada, com o tempo necessário para que seu cirurgião entenda o seu desejo e ajuste as expectativas da paciente. Isso não acontece em 15 minutos. Uma paciente esclarecida ficará muito mais segura, seguirá as orientações corretamente e terá alta chance de satisfação" afirma Dr Marcio Walace, cirurgião plástico.

O especialista lista algumas dicas para quem quer investir no silicone para diferentes perfis de mulheres:
 
• Pacientes adolescentes e jovens até 20 anos: a mama, na minha opinião, é o maior símbolo da feminilidade. Portanto, mulheres que passam por sua adolescência e juventude com pouco ou mínimo volume de mama têm alta chance de apresentarem problemas com autoestima e inseguranças. Uma vez que o corpo da mulher tenha atingido o desenvolvimento ocasionado pelos hormônios característicos dessa fase as meninas e mulheres estão aptas a serem submetidas à cirurgia. É claro que, menores de idade, necessitam de aprovação dos pais ou responsáveis.

Pacientes jovens: o maior temor é em relação a amamentação. Os estudos mostram que colocar silicone não interfere na amamentação.

Pacientes com sobrepeso: o número de pessoas com sobrepeso cresce a cada dia e muitas desejam que a cirurgia plástica as ajude a emagrecer. É claro que em alguns casos isso é possível, mas de forma geral o meu conselho é que as pacientes emagreçam antes de realizar suas cirurgias. Os resultados certamente serão melhores e mais satisfatórios.

• Paciente que fizeram redução de estômago ou passou por um grande emagrecimento: As grandes perdas ponderais (emagrecimento) geram sobra de pele. Portanto, raramente a simples colocação de prótese de silicone (chamamos de mamoplastia de aumento) irá solucionar as modificações ocorridas nas mamas (seios). O mais provável é que seja necessária uma mastopexia – procedimento em que se teria pele e tecido em excesso e que pode ser feito com ou sem prótese de silicone de acordo com a necessidade de volume e desejo da paciente.

• Mulheres Maduras: costumam gostar de mamas mais discretas e naturais. A maioria delas prefere próteses de volumes menores e com menor projeção. Vale lembrar que, com o passar dos anos, a tendência natural de qualquer mama é sofrer ptose (queda) e por isso, muitas mulheres mais maduras também terão indicação de mastopexia.

Mastopexia e Amamentação

É importante que a paciente entenda que mais de 70% das mulheres consegue amamentar normalmente após a cirurgia de mastopexia, porém é impossível afirmar com segurança que a cirurgia não afetará a amamentação. Portanto, é preciso que seja tomada uma decisão muito consciente.

A lactação – período de formação do leite – produz a queda das mamas na grande maioria das mulheres, independentemente de ter ou não uma prótese de silicone. Ou seja, existe sim uma grande probabilidade de que haja uma perda parcial do resultado da cirurgia, mas essa perda não pode ser imputada apenas à prótese.

Cicatriz e Cola Cirúrgica

Com a chegada da cola cirúrgica a qualidade da cicatriz melhorou ainda mais, pois não são utilizados os pontos cirúrgicos. Dessa forma, o aspecto da cicatriz em médio e longo prazo fica melhor e menos visível.

 

 

 

Crédito:Eliane Lima

Autor:Flavia Lopes

Fonte:Comunicame